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Repórter News - reporternews.com.br
Nacional
Terça - 13 de Novembro de 2007 às 08:33

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Após se reunirem e responderem 23 perguntas da acusação, os sete jurados do Tribunal do Júri pediram a pena máxima, de 58 anos, para Adriana de Jesus, uma das acusadas de matar a estudante Maria Cláudia Del’Isola. Adriana de Jesus e Bernardino do Espírito Santo trabalhavam na casa da vítima, no Lago Sul, bairro nobre de Brasília, e confessaram o crime. O julgamento de Adriana começou por volta das 9h desta segunda-feira (12) e só terminou às 5h de terça (13).

A empregada doméstica foi condenada a 30 anos de prisão por homicídio triplamente qualificado, 12 anos e seis meses pelo crime de estupro, 12 anos e seis meses pelo crime de atentado violento ao pudor e três anos pelo crime de ocultação de cadáver.

Arrumada, de unha e cabelo feitos, Adriana ficou a maior parte do tempo de cabeça baixa. Diante do juiz, ela preferiu se calar. O plenário do tribunal ficou pequeno para tanta gente interessada em acompanhar o desfecho de uma história que chocou a cidade. Um telão foi colocado na entrada principal. No início da sessão, o julgamento foi dividido. “A defesa não quis fazer o julgamento dos dois, coube ao Ministério Público escolher quem seria julgado hoje. Pela estratégia nossa optamos por julgar a Adriana primeiro e posteriormente o Bernardino”, explica o promotor Maurício Miranda.

A parte mais longa do julgamento foi o debate entre acusação e defesa. A estratégia do advogado de Adriana foi tentar diminuir a participação e a responsabilidade dela no crime.

Justiça

No dia nove de dezembro de 2004, Maria Cláudia foi estuprada e morta a facadas e golpes de pá. Seu corpo foi enterrado embaixo da escada, na casa onde morava com os pais. Adriana e Bernardino confessaram o crime. O pai de Maria Cláudia, Marco Antônio Del'Isola, foi uma das testemunhas de acusação. O pai lembrou a frieza dos ex-empregados, que, segundo ele, sempre foram tratados como pessoas da família.

Durante o julgamento, a mãe de Maria Cláudia, Cristina Del'Isola exibiu um vídeo da filha, que causou muita emoção. As imagens retratavam a memória da estudante, assassinada de forma cruel. É um sofrimento que a família Del’Isola quer que sirva de lição contra a violência. “É absolutamente necessário que, nessa possibilidade, a justiça prevaleça para que realmente possamos plantar alguma esperança nesse nosso país”.

O júri popular de Bernardino, o outro acusado de matar Maria Cláudia Del´Isola, foi marcado para o dia 10 de dezembro.





Fonte: G1

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