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Meio Ambiente
Terça - 04 de Setembro de 2007 às 18:52

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A assessoria do Greenpeace informou que a ONG encaminhou nesta terça-feira ao governador do Mato Grosso, Blairo Maggi, pedido de apuração de ameaças telefônicas sofridas por funcionários da Operação Amazônia Nativa (Opan) após a publicação de um vídeo-denúncia, que mostrava o incidente ocorrido na cidade de Juína ( 550 quilômetros ao norte de Cuiabá) nos dias 20 e 21 de agosto.

O vídeo mostraria fazendeiros e outras lideranças do município, agindo com truculência para evitar que uma equipe de nove pessoas composta por ativistas do Greenpeace, indigenistas da Opan e jornalistas europeus visitem a Terra Indígena Enawene Nawe.

Após a publicação do vídeo, funcionários da Opan tiveram que deixar a cidade de Juína. As ameaças continuam ocorrendo por meio de ligações telefônicas anônimas. Funcionários do posto da Fundação Nacional do Índio (Funai) em Juína também vêm sofrendo intimidação por motoqueiros nas ruas da cidade, diz a ONG. Além dos Enawene-Nawe, esse posto da Funai trabalha com as etnias Rikitibatsa, Mikis, Cinta-Larga, Nambiquara, Arara e Kayaby, cujos representantes sofrem hostilidades quando precisam ir à área urbana. Os Enawene estariam evitando ir a Juína desde o episódio no mês passado.

O Greenpeace pede também ao governador de Mato Grosso, providências urgentes para preservar a integridade física de antropólogos e indigenistas que prestam assessoria aos povos indígenas na região.

Na carta a ONG conta ao governador o que aconteceu no incidente em Juína, "afirma que a área onde está localizada a terra indígena está em disputa entre os Enawene Nawe e os fazendeiros da região e que os índios afirmaram que estão dispostos a lutar para mantê-las".

Em Juína, os atividas contam que foram levados para a câmara do município, onde tiveram que prestar esclarecimentos sobre os objetivos da viagem.

Segundo a ONG, para evitar maiores conflitos, a viagem foi cancelada. O grupo já pediu ao Ministério Público Federal a apuração dos fatos e determinação das providências cabíveis. Após essa decisão, representantes da Opan em Cuiabá vêm recebendo ameaças por telefone.

Na carta o Greenpeace pede a adoção de medidas efetivas, que assegurem a integridade física dos Enawene Nawe e dos representantes da Opan.

A carta é assinada por Frank Guggenheim, diretor executivo do Greenpeace Brasil.




Fonte: TVCA

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