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Meio Ambiente
Terça - 21 de Agosto de 2007 às 14:01

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O governador Blairo Maggi disse que até 2010 nenhum produtor mato-grossense vai plantar um pé de soja em áreas de preservação permanente. Termo de compromisso nesse sentido será assinado este mês entre o Estado e as entidades representativas do setor produtivo, como a Associação dos Produtores de Soja (Aprosoja) e a Federação da Agricultura (Famato). Em discurso nesta terça, ao lado da ministra Marina Silva (Meio Ambiente), Maggi, o rei da soja - é o maior produtor individual da oleoginosa do mundo -, destacou que há seis foi assinado um protocolo de intenção com as duas entidades no sentido de se fazer um diagnóstico sobre as problemáticas na área ambiental.

Agora, todos vão se reunir para analisar o resultado do estudo e, a partir daí, assinar o termo de compromisso. Em princípio, o governador acredita que dentro dos próximos três anos cerca de 70 mil ha de área de preservação permanente deixarão de ser exploradas com cultivo de soja, por força desse termo de responsabilidade. "Daqui até 2010 não teremos um pé de soja mais plantado nas áreas de preservação permanente no Estado de Mato Grosso e ainda serão recuperadas as matas ciliares", enfatizou Maggi.

De acordo com o governador, os produtores de algodão já assinaram protocolo nesse sentido. Os produtores de cana-de-açúcar são incentivados a fazerem o mesmo, ou seja, de não usarem mais as terras de preservação permanente. "O Estado vem tomando providências sérias e concretas e não só de conversa de como fazer. Estamos indo na direção de fazer a produção sustentável para que os mercados e a população não nos taxem como aqueles que degradam o meio ambiental, mais sim como aqueles que produzem alimento e que respeitam o meio ambiente".

Compensação

Maggi defende que se encontre um modelo para que aqueles produtores que venham a preservar o meio ambiente sejam remunerados por isso. A ministra Marina nada disse sobre o assunto. Segundo o governador, após a Operação Curupira, houve espécie de um despertar tanto do governo quanto de toda a sociedade quando à questão ambiental. "Os produtores rurais começaram a perceber que se não tivessem postura diferente alguém no mundo iria fazer a mudança na marra. Não adianta crescer desenfreadamente e horizontalmente. Tem de crescer com consistência e na verticalização da produção, fazer com que a distribuição de renda chegue a mais pessoas".

Para o governador, Mato Grosso, que vinha se mamtendo no triste ranking de campeão nacional em desmatamento ilegal, não terá mais problema quanto a isso. "Eu me preocupo com alguns Estados da Amazônia que estão ganhando uma nova dimensão nesse contexto do desmatamento. Precisamos criar um instrumento de gestão ambiental consciente e de pagamento pela preservação ambiental daqueles que trabalham no campo e que têm o direito constitucional de usar seu pedaço de solo para atividades econômicas".





Fonte: RD News

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