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Saúde
Quarta - 27 de Junho de 2007 às 19:00

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Cientistas americanos conseguiram reverter os sintomas de atraso mental e de autismo em cobaias inibindo uma enzima que afeta as conexões entre as células cerebrais. Em uma série de experiências, os pesquisadores do Massachussets Institute of Technology (MIT) demonstraram que os danos cerebrais da síndrome X-Frágil poderiam ser revertidos inibindo-se uma enzima-chave do cérebro chamada PAK, segundo estudo publicado nesta quarta-feira na revista da Academia Nacional de Ciências (PNAS).

Nos seres humanos, a síndrome do X-frágil (FXS) é a principal causa de retardo mental e a razão genética mais comum do autismo, o complexo e devastador transtorno que vem sendo diagnosticado em um número crescente de crianças. O estudo aponta a possibilidade de que o dano cerebral em crianças com estas condições possa ser revertido. Além disso, a pesquisa identifica um objetivo para futuros tratamentos.

"Isto abre um novo caminho para a investigação médica com vistas a obter tratamentos", disse Susumu Tonegawa, neurocientista do MIT em Cambridge e principal autor do estudo. Para realizar a pesquisa, os cientistas começaram a modificar geneticamente um grupo de ratos afetados pela Síndrome do X-Frágil.

Os ratos selecionados possuíam os mesmos sintomas que as crianças afetadas: hiperatividade, dificuldade de atenção, comportamentos repetitivos e problemas para estabelecer relações sociais. Os cientistas cruzaram este grupo de ratos com outro, composto por roedores modificados geneticamente, com o objetivo de inibir a enzima PAK, vital na criação de conexões entre os neurônios.

Os estudiosos realizaram este procedimento partindo da hipótese de que estas duas anomalias se anulariam. Foi exatamente o que aconteceu. Os estudos sobre os ratos nascidos deste cruzamento mostraram que a inibição da enzima PAK permitiu restaurar a comunicação entre seus neurônios, corrigindo os problemas de comportamento.

"Estamosmuito esperançosos, porque isto sugere que os inibidores da enzima PAK poderiam ser utilizados com fins terapêuticos para anular os problemas presentes nas crianças afetadas com a Síndrome do X-Frágil", afirmou Eric Klann, professor em ciências neurológicas na Universidade de Nova York.





Fonte: AFP

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