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Politica Brasil
Quarta - 06 de Junho de 2007 às 18:52

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Berlim - Na reunião do G-8 com as cinco maiores economias emergentes, na sexta-feira, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva vai usar a tribuna do encontro para pedir à comunidade internacional que interceda junto às Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) em favor da libertação de 56 reféns. A iniciativa de Lula atende a uma solicitação especial do presidente da Colômbia, Álvaro Uribe, apresentada durante conversa por telefone mantida hoje. A colaboração de Lula atende igualmente às discretas gestões do governo brasileiro em Bogotá, nas quais indicou seu interesse de manter uma posição proativa na solução desse episódio.

Essa mudança do discurso do presidente Lula em Heiligendamm, onde estarão reunidos os líderes do G-8, dos cinco emergentes e de países africanos, foi confirmada pelo assessor da Presidência para Assuntos Internacionais, ministro Marco Aurélio Garcia. Lula também manterá um encontro privado com o novo presidente da França, Nicolas Sarkozy, para tratar do tema. Em apenas um mês de governo, Sarkozy aposta na iniciativa unilateral do governo colombiano de libertar 130 guerrilheiros presos como meio de ver, na contrapartida das Farc, a libertação da ex-candidata à Presidência da Colômbia, Ingrid Betancour, de origem franco-colombiana, seqüestrada em 2002 pela guerrilha.

A rigor, Lula não será o responsável por apresentar a delicada situação do governo colombiano na solução de seu conflito com as Farc. O próprio Sarkozy, cujo país é sócio do G-8 e membro permanente do Conselho de Segurança das Nações Unidas, levantará o dilema da Colômbia e fará um apelo tão contundente quanto o de Lula, como reconheceu Marco Aurélio Garcia.

Para o assessor do presidente Lula e principal interlocutor do governo na América Latina, a iniciativa mais delicada já foi tomada por Bogotá e atendeu a um pedido de Sarkozy. Trata-se da libertação, entre os 130 guerrilheiros, de Rodrigo Grana, mais conhecido como o "chanceler" das Farc, cuja captura pelas forças policiais colombianas em Caracas, no final de 2004, gerou uma série crise entre os governos Uribe e Hugo Chávez.

Rodrigo Grana está recolhido em uma igreja em Bogotá e se tornou, em princípio, um intermediário na negociação entre o governo e a guerrilha de um acordo humanitário para a libertação dos reféns. Até ontem, o governo colombiano recusava-se a atender a reivindicação das Farc de criação de uma zona desmilitarizada de 800 quilômetros quadrados na região Sudoeste do país. Sem o cumprimento dessa exigência, as Farc não dão sinais positivos sobre a libertação das pessoas que seqüestrou.





Fonte: AE

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