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Economia
Sexta - 01 de Junho de 2007 às 18:05

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A solenidade de abertura da 43ª Reunião Ordinária do Conselho Deliberativo do Fundo Constitucional de Financiamento do Centro Oeste (Condel-FCO), ocorrida na manhã desta sexta-feira (01-06), na sede da Federação das Indústrias no Estado de Mato Grosso (Fiemt), foi marcada por discursos que solicitaram maior agilidade na liberação dos recursos do Fundo. “Precisamos destravar o FCO dando mais agilidade na liberação dos recursos por parte do Banco do Brasil, agente financeiro do Fundo”, afirmou o secretário de Desenvolvimento do Centro Oeste, José Antonio Silva Parente.

O governador do Mato-Grosso do Sul, André Puccinelli, além de solicitar maior agilidade, pediu que o FCO seja utilizado como um Fundo de Fomento e não como um recurso de especulação financeira. “O FCO precisa ser um Fundo de Fomento, com juros competitivos e com agilidade para financiar projetos que realmente tenham interesse para o Estado”, ressaltou.

O governador Puccinelli também aproveitou a oportunidade para criticar o Ministério da Fazenda por querer interferir nos limites de valores para dos financiamentos. Essa crítica se refere ao fato do Ministério ser contrário à proposta de elevar para R$ 100 milhões o limite de financiamento do FCO, atualmente fixado em R$ 40 milhões. “Nosso Estado não aceita imposições da Fazenda no que se refere à aplicação dos recursos do FCO. Os Estados precisam exercer sua autonomia para aplicar os recursos nos projetos de interesse estratégico”, enfatizou.

Na opinião do Prefeito de Cuiabá, Wilson Santos, o Fundo Constitucional do Centro Oeste tem sido um importante instrumento para o desenvolvimento dos Estados da região e muito tem contribuído para a agregação de valor de nossos produtos. “Precisamos reduzir a burocracia, reestruturar as empresas e organizar melhor os procedimentos para que os recursos do FCO sejam mais bem utilizados”, disse.

O vice-governador, Silval Barbosa, que esteve presente na solenidade de abertura da Reunião do Condel representando o governador Blairo Maggi, pediu para os Conselheiros que aprovem uma resolução que permita o financiamento de máquinas e equipamentos para as prefeituras municipais. “Esse é o único investimento de retorno real. As prefeituras são muito procuradas por empresários e produtores rurais nos momentos de início de investimentos. Essa é uma reivindicação que temos recebido constantemente em nossas visitas ao interior do Estado”, ponderou Silval Barbosa.

Participaram da solenidade de abertura da 43ª Reunião Ordinária do Condel-FCO o representante do Ministro de Integração Nacional Geddel Vieira Lima, Pedro Augusto Sanguinete, vice-governador, Silval Barbosa, o governador de Mato Grosso do Sul, André Puccinelli, o representante do governador de Goiás, Alcides Rodrigues, José Siqueira, o vice-presidente e Governo Interino do Banco do Brasil, Derci Alcântara, o presidente da Fiemt, Mauro Mendes, o secretário de Desenvolvimento do Centro Oeste, José Antonio Silva Parente, além de secretários de Estado, deputados federais, estaduais, vereadores, prefeitos municipais, representantes de entidades de classe e empresários.

“O prestígio dessa reunião demonstra com muita propriedade a importância do FCO para o desenvolvimento dos Estados. Durante a reunião do Condel serão tomadas decisões que poderão contribuir para que esse mecanismo seja eficientemente aplicado”, afirmou o secretário de Indústria, Comércio, Minas e Energia, Alexandre Furlan, conselheiro do Condel-FCO, representante do Estado de Mato Grosso.

FCO

O Fundo Constitucional de Financiamento do Centro Oeste desempenha um papel importante na promoção do crescimento econômico e o desenvolvimento social da Região. Os recursos destinam-se a financiar projetos dos produtores rurais e das empresas que exercem atividade econômica nos setores agropecuário, mineral, industrial, agroindustrial, de turismo e de comércio e serviços do Centro-Oeste.

Os programas de financiamento do FCO buscam maior eficácia na aplicação dos recursos, de modo a aumentar a produtividade dos empreendimentos, gerar novos postos de trabalho, aumentar a arrecadação tributária e melhorar a distribuição de renda.

O direcionamento de recursos aos investimentos de longo prazo permite que os projetos assistidos contribuam para o desenvolvimento regional sustentável e promovam a modernização das atividades econômicas tradicionais, com melhoria de competitividade e sustentabilidade dos agentes de produção.





Fonte: Assessoria/ SICME-MT

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