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Economia
Sábado - 19 de Maio de 2007 às 18:13

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A Bolívia não descarta a venda de gás natural para o Chile, disse o ministro das Relações Exteriores boliviano na sexta-feira (19), num sinal de aproximação com o governo chileno que pode colocar um ponto final à política de "sequer uma molécula de gás" ao país vizinho.

A Bolívia não tem relações diplomáticas integrais com o Chile há décadas, por causa da reivindicação de um território conquistado pelo Chile da Bolívia durante uma guerra no século 19.

O sentimento contrário ao Chile é tão forte na Bolívia que um plano de vender gás natural ao país gerou uma sangrenta revolta em outubro de 2003, conhecida como "guerra do gás", que deixou vários manifestantes mortos e derrubou um governo.

"A possibilidade de vender gás ao Chile não está descartada", disse o ministro das Relações Exteriores, David Choquehuanca, a jornalistas após autoridades dos dois países encerrarem um diálogo de dois dias num esforço para melhorar as relações entre os dois governos.

O ministro ressalvou, no entanto, que a venda de gás natural não fez parte das discussões.

O Chile, que tem poucas fontes de combustíveis fósseis, está desesperado por novos fornecimentos energéticos, depois que a Argentina reduziu seus envios de gás natural ao país por causa da alta demanda doméstica.

A Bolívia tem uma das maiores reservas de gás natural da América Latina. Neste ano o país deve vender o equivalente a 2 bilhões de dólares do produto para o Brasil e a Argentina.

Em um referendo realizado em 2004, os bolivianos votaram para usar seu gás natural como uma ferramenta de negociação com o Chile para recuperar o acesso ao oceano.




Fonte: Globo Online

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