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Politica Brasil
Quarta - 02 de Maio de 2007 às 16:16

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Nesta quinta-feira (03/05), o presidente do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, desembargador Paulo Inácio Dias Lessa, participará de uma sessão solene, às 14h, no Senado Federal, em homengem ao centenário de instalação da “Comissão Rondon”. A sessão também tem o intuito de reverenciar a memória do marechal Cândido Mariano da Silva Rondon, em data alusiva ao 142º aniversário de seu nascimento. O senador Jayme Campos (DEM), que requereu a sessão solene, fez o convite ao desembargador. A sessão ocorrerá no horário do expediente, antes da votação das matérias previstas na ordem do dia.

Nascido no dia 5 de maio de 1865, em Mimoso (MT), o marechal Rondon foi nomeado em 1907, quando ocupava o posto de major do corpo de engenheiros militares, chefe da comissão que construiu a linha telegráfica de Cuiabá até Santo Antonio do Madeira - a primeira a alcançar a região amazônica -, que foi denominada "Comissão Rondon". Seus trabalhos desenvolveram-se de 1907 a 1915, época em que estava sendo construída a ferrovia Madeira-Mamoré, que, juntamente com o desbravamento e a integração telegráfica feita por Rondon, ajudaram a ocupar a região do atual estado de Rondônia. Com a Comissão Rondon, o então major realizou várias expedições, cujo objetivo era explorar a região Amazônica.

Em 1910, o marechal Rondon organizou e passou a dirigir o Serviço de Proteção aos Índios e, de maio de 1913 a maio de 1914, realizou mais uma expedição, desta vez em conjunto com o ex-presidente dos Estados Unidos Theodore Roosevelt. Rondon é citado por historiadores como pesquisador, desbravador de terras, indigenista e realizador de obras importantes para o país, como linhas telegráficas e mapeamentos de terrenos. Ficou conhecido também por ter mantido relações cordiais com os índios.

Entre outras ações, Rondon cursou Matemática e Ciências Físicas e Naturais na Escola Superior de Guerra e teve participação nos movimentos abolicionista e republicano. De origem indígena por parte de seus bisavós maternos (Bororo e Terena) e bisavó paterna (Guaná), Rondon tornou-se órfão aos dois anos de idade, tendo sido criado pelos avós até os sete anos. Depois, viveu com um tio em Cuiabá, onde iniciou seus estudos, tornou-se professor primário aos 16 anos, ingressou na carreira militar como soldado e mudou-se para o Rio de Janeiro, onde se matriculou, em 1883, na Escola Militar.





Fonte: 24HorasNews

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