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Saúde
Quinta - 08 de Março de 2007 às 13:58

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Este número de genes mutados é maior do que os pesquisadores acreditavam existir. Eles examinaram mais de 500 genes humanos e 200 tipos de câncer neste trabalho científico, que faz parte da maior pesquisa do genoma humano já feita.

A pesquisa, publicada na revista Nature, indica que especialistas em câncer enfrentarão um grande desafio para distinguir entre as mutações que causam câncer e as que não causam.

Os especialistas do Instituto Sanger se concentraram nos genes que incluem a proteína quinase – moléculas que atuam como "alavancas" dentro das células, controlando ações como a divisão celular.

Com mutações, este processo pode ser modificado, levando à divisão descontrolada de células que caracteriza o câncer.

Braf

Um exemplo é o gene Braf, que apresenta mutação em mais de 60% dos casos do câncer de pele do tipo melanoma maligno.

Mas descobriu-se que a maioria das mutações são inofensivas, e consideradas "passageiras" pelos cientistas.

A equipe de Sanger também constatou que o tipo de mutação varia muito entre os diversos tipos de câncer - e que alguns dos processos que os geram são ativados décadas antes do desenvolvimento do câncer.

A mais recente análise foi possível graças ao trabalho do Instituto Sanger na decodificação de cerca de um terço do genoma humano.

Francis Collins, diretor do Instituto Nacional de Pesquisa do Genoma Humano nos Estados Unidos, disse que os importantes dados sobre proteína quinase neste trabalho reforçam "a conclusão de que um ataque total no genoma do câncer vai resultar em muitas oportunidades para revolucionar diagnóstico e tratamento".





Fonte: BBC Brasil

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