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Economia
Quinta - 07 de Dezembro de 2006 às 17:27

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O Fundo Monetário Internacional (FMI) e o Banco Mundial disseram hoje que pretendem manter uma observação atenta sobre a sustentabilidade da dívida dos países pobres, enquanto novos países - como China, Índia e produtores de petróleo - surgem como importantes credores. "Embora reconheçamos que a principal responsabilidade por evitar a acumulação da dívida recai sobre os tomadores de empréstimos, um número de diretores pediu uma exploração adicional de formas para estimular empréstimos responsáveis por todos os credores", disse o FMI em nota, que resume seus planos para melhorar a qualidade de indicadores de sustentabilidade de dívida.

O FMI, em relatório preparado pela equipe de economistas, disse que a China é o maior dos seis credores emergentes para países de baixa renda fora do Clube de Paris de credores oficiais. O Fundo observou que os termos daqueles empréstimos são principalmente desconhecidos. Junto com a China, outros importantes credores para países pobres são: Kuwait, Índia, Coréia do Sul e Arábia Saudita.

A China tinha cerca de US$ 5 bilhões em créditos com países de baixa renda no final de 2004, enquanto o Kuwait tinha cerca de US$ 2,5 bilhões. O FMI disse há evidências que a concessão de empréstimos pela China subiu de forma acentuada em 2005 e 2006, embora os dados exatos não sejam disponíveis. Risco de crédito

Os países tomadores de empréstimos de baixa renda também são novos, graças a melhora do risco de crédito depois do cancelamento da dívida com o Banco Mundial, o FMI e o Banco de Desenvolvimento Africano no início deste ano, disse o diretor-assistente do FMI de do Departamento de Revisão e Política de Desenvolvimento, Adnan Mazarei.

"A redução da dívida liberou recursos para os países de baixa renda gastarem para alcançarem as metas de desenvolvimento do milênio", disse Mazarai. "Os montantes de novos empréstimos devem ser cuidadosamente avaliados e monitorados para evitar o desperdício desta oportunidade e o surgimento de problemas de sustentabilidade sobre a nova dívida", acrescentou.

O FMI observou que trabalhar sobre indicadores de sustentabilidade de dívida não será muito positivo a menos que mais tomadores de empréstimo de baixa renda e credores usem essa estrutura. "Embora o uso da agenda de sustentabilidade da dívida esteja se expandindo, ainda é limitado, e os diretores do FMI destacaram a necessidade de estenderem isso aos credores oficiais, incluindo os credores emergentes", disse o Fundo.

Mazerai disse que embora não existam consultas formais com a China, Kuwait ou outros credores emergentes, aqueles países estão representados na diretoria executiva do FMI e estão cada vez mais envolvidos na discussão sobre a sustentabilidade da dívida. As informações são da Dow Jones.





Fonte: AE

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