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Economia
Sexta - 24 de Novembro de 2006 às 13:27
Por: Carlos Martins

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Lucas do Rio Verde, MT - O economista Luiz Antônio Pagot lançou um desafio durante sua palestra no workshop sobre comércio exterior realizado em Lucas do Rio Verde (354 km ao Norte de Cuiabá), na manhã desta sexta-feira (24.11): transformar a Univerde (local do evento) num centro de excelência de educação, ciência e pesquisa tecnológica. “É o momento certo de transformar a Univerde na Unicamp do Cerrado”, disse Pagot, que abordou o tema “Vantagens competitivas do Estado de Mato Grosso”. O secretário-chefe da Casa Civil, Antônio Kato, representou o governador Blairo Maggi na abertura.

Pagot, ex-secretário do governo Blairo Maggi e que foi o coordenador-geral da campanha de reeleição do governador, idealizou, à época em que esteve à frente da Casa Civil, a série de workshops Comércio Exterior e Políticas de Desenvolvimento Econômico iniciada em Diamantino em novembro de 2005. Pagot disse que na região de Lucas existem mecanismos ideais para fazer o processo de desenvolvimento e é nesse contexto que se insere a Univerde (União das Escolas Superiores de Lucas do Rio Verde).

Para Luiz Antonio Pagot, Lucas, além de pólo do agronegócio, poderá se transformar num pólo de agroenergia e necessitará de profissionais preparados. A Univerde poderá preparar os profissionais necessários. “Diversas matérias primas poderão ser processadas no município, para isso, será necessário um grande centro de educação e pesquisa”, observou. Ele aproveitou para exortar os presentes (cerca de 250 inscritos), a participarem dos movimentos de mobilização para contribuírem com o desenvolvimento da região.

Pagot destacou o trabalho do ex-prefeito Otaviano Pivetta – que se elegeu deputado estadual nas eleições de outubro. Se dirigindo a Pivetta, Pagot disse que ele deu impulso ao desenvolvimento do município. O atual prefeito, Marino Franz, segundo pagot, está dando continuidade ao processo preparando o caminho para a instalação de grandes empresas (como foi o caso da Sadia). “Ele [Marino] está pensando Lucas para daqui a oito ou dez anos e não apenas no presente”, disse Pagot.

Se referindo a questão da logística, abordada na abertura do evento pelo prefeito Marino Franz, como o grande entrave do desenvolvimento, Pagot disse que este é o grande gargalo e que se deve buscar a superação. “Temos que melhorar a parte da infra-estrutura e não só em relação às estradas, mas também na questão da energia”, afirmou. Ele lembrou que recentemente o ministro das Minas e Energia, Silas Rondeau, esteve em Mato Grosso onde anunciou um pacote de R$ 12 bilhões em investimento no setor energético nos próximos anos.

“Ainda não temos em Mato Grosso as redes de transmissão para acelerar o desenvolvimento. Estes investimentos serão importantes para que o Estado possa ter a energia necessária e suficiente nas propriedades”. São mais dois linhões no sentido Sul-Norte – (incluindo Juína e Colniza e região de Alta Floresta) e também mais dois linhões Norte-Oeste.

Sobre as estradas, Pagot disse que o presidente Lula já definiu que uma das obras consideradas prioritárias é a conclusão da BR-163. As obras começarão em 2007 entre Guarantã do Norte e Santarém (PA) e devem estar concluídas até 2010. As obras serão bancadas com recursos federais e não mais pelas PPPs (Programa Público-Privado), o que poderá acelerar a conclusão. “A obra já está licenciada ambientalmente e dará um novo alento para a região, já que, com as estradas ruins, o custo do frete tira o lucro da nossa produção”, afirmou Pagot.

O transporte terá um menor custo porque as exportações poderão ser direcionadas para os portos do Norte e não mais pelos portos do Sul, mais distantes, como em Paranaguá (PR) e Santos (SP). Segundo cálculos, o preço do frete por tonelada poderá ter uma redução de 15 a 20 dólares.





Fonte: Da Redação

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