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Repórter News - reporternews.com.br
Internacional
Sexta - 27 de Outubro de 2006 às 17:59

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A medida em que se aproximam as eleições legislativas americanas, as críticas são cada vez mais duras entre os dois grandes partidos políticos, como mostram as propagandas eleitorais na televisão cada vez mais agressivas e de baixo nível.

Todos os meios são permitidos para denunciar o adversário, e as propagandas eleitorais exploram as fraquezas dos candidatos, sem hesitar em procurar a mínima falha passível de ser utilizada contra um ou outro.

Uma propaganda divulgada no Estado de Tennessee (sul) mostra, por exemplo, uma loura sexy se insinuando para o candidato democrata negro Harold Ford, que compareceu no passado a uma final de Superbowl (futebol americano) a convite da revista Playboy. Os democratas acusam os republicanos de sexismo e de racismo.

Na Virginia (leste), os republicanos que querem fazer esquecer as acusações de racismo contra seu candidato George Allen sustentam que seu concorrente, o democrata Jim Webb, foi culpado no passado de discriminação contra mulheres durante processos de recrutamento no exército.

Michael Arcuri, um democrata do Estado de Nova York, foi acusado por seus adversários de fazer ligações para números eróticos com o dinheiro dos contribuintes a partir de um quarto de hotel, durante uma missão oficial. Foi revelado em seguida que Arcuri nunca fez estas ligações, e a propaganda foi retirada do ar.

Em Idaho (noroeste), os democratas citam numa propaganda eleitoral um comentário que teria sido feito por um republicano sobre o candidato de seu próprio partido no Estado, o chamando de "completo idiota".

As campanhas de difamação são utilizadas por ambos os lados simplesmente porque dão resultados, explicam os especialistas.

"Mesmo se as pessoas afirmam não aprovar tais métodos, elas se lembram das propagandas", diz o professor Tom Baldino, da Wilkes University.

Estas campanhas devem, porém, ser exploradas com precaução, pois elas podem alimentar a péssima imagem que a classe política tem no eleitorado, e afastar os americanos dos centros de votação, advertem especialistas.

Tais propagandas também podem "ter um efeito negativo sobre os independentes e os jovens eleitores", avisa Dan Shea, professor de cinências políticas no Allegheny College (Pensilvânia, leste).

Este tipo de campanha já faz sucesso há algum tempo nos Estados Unidos: em 1988, os republicanos que queriam eleger seu candidato George Bush (pai do atual presidente) utilizaram um vídeo de seu adversário democrata Michael Dukakis que o mostra dentro de um tanque. Apertado por seu capacete, ele parecia muito tenso e indisposto, e a situação foi aproveitada pelo narrador que advertia contra a escolha de tal homem como comandante dos Estados Unidos.

Durante as presidenciais de 2004, os republicanos utilizaram a imagem do democrata John Kerry em cima de uma prancha de windsurfe para ilustrar seu suposto caráter indeciso: "John Kerry vai para onde o vento o leva", dizia a propaganda.

Outra propaganda eleitoral se tornou um clássico: em 1964, um clipe do presidente democrata Lyndon Johnson mostrava uma menina colhendo uma margarida antes da explosão de uma bomba nuclear. A propaganda tinha como objetivo fazer uma advertência contra a eleição de seu adversário Barry Goldwater, considerado "linha-dura" em matéria de política externa.





Fonte: AFP

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