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Repórter News - reporternews.com.br
Economia
Quinta - 18 de Maio de 2006 às 12:22
Por: Alesandra Saraiva

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RIO - Em abril deste ano, as empresas estão menos otimistas em suas projeções para investimento ante igual período no ano passado. É o que mostra a Sondagem Conjuntural da Indústria da Transformação, da Fundação Getúlio Vargas (FGV). O levantamento anunciado nesta quinta-feira mostrou que 55% das empresas pesquisadas projetam investir mais este ano do que em 2005. Porém, no mesmo período do ano passado este porcentual era maior: 65%.

Além disso, a pesquisa mostra que, em abril deste ano, 16% das empresas pesquisadas planejam investir menos este ano do que no ano passado. Esse porcentual era inferior em igual mês no ano passado, de 8%.

Na avaliação da FGV, "embora a disposição para aumentar investimentos esteja, em abril de 2006, menos disseminada na indústria do que no mesmo mês do ano passado, ela ainda atinge parcela superior a 50% das empresas e a proporção supera as apuradas nos anos de 2003 e 2004".

Capacidade produtiva A pesquisa mostrou ainda que a expansão da capacidade produtiva é o principal motivo alegado pelo setor industrial no País para a realização de investimentos este ano, com 49% dos entrevistados.

"Historicamente, somente em anos com boas perspectivas de crescimento, esta opção de resposta tem sido a mais citada pelas empresas" informou a FGV, em comunicado.

Em segundo lugar está o aumento da eficiência produtiva, lembrado por 34% das empresas pesquisadas, seguido por substituição de máquinas e equipamentos, com 11%. Já cerca de 6% das empresas pesquisadas afirmaram que estavam sem programa de investimentos.

Carga tributária A carga tributária elevada continua sendo o principal obstáculo para realização de investimentos, com 34% das empresas entrevistadas compartilhando dessa opinião. Apesar da alta representatividade, segundo a FGV, a proporção é a menor desde 2004, quando esta opção foi incluída no questionário.

Em seguida está o tópico incertezas acerca da demanda, lembrado por 29%, seguido por custo de financiamento, com 16%; por taxa de retorno inadequada, com 16%; limitação de recursos da empresa, com 12%; e limitação de crédito, com 3%.

A pesquisa Quesitos Especiais,feita com base na 159º Sondagem da Indústria da Transformação - já divulgada em 28 de abril pela FGV - é referente ao primeiro trimestre. A coleta de informações foi feita entre os dias 31 de março a 5 de maio, e consultou 1.043 empresas.





Fonte: Agência Estado

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