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Meio Ambiente
Quarta - 29 de Março de 2006 às 10:16

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BAIKONUR, Casaquistão - O médico da Aeronáutica Luiz Cláudio Lutiis, que faz o acompanhamento da saúde do cosmonauta brasileiro, Marcos Pontes, afirmou nesta quarta-feira que a direção da Agência Espacial Brasileira (AEB) "não ajudou no que deveria e atrapalhou no que podia" na preparação do primeiro vôo para o espaço de um astronauta brasileiro.

"Se ele (Marcos Pontes) tivesse deixado as autoridades tomarem conta do programa e propiciarem a possibilidade do vôo, estaria esperando até hoje. Talvez nem treinamento tivesse feito. Infelizmente, isso é um fato", desabafou Lutiis à BBC Brasil.

"O astronauta está pronto para decolar. Apesar da AEB. A direção da agência de um modo geral não estava nem um pouquinho preocupada com a possibilidade de ter um astronauta", disse Lutiis, eximindo os diretores da área científica de responsabilidade.

As críticas do médico da Força Aérea Brasileira à direção da AEB não ficaram só nos preparativos para o histórico vôo de Marcos Pontes na Soyuz TMA-8.

´Isolado´ Lutiis afirmou que sem a ajuda da Nasa "estaria isolado do mundo" na base de Baikonur, no Casaquistão. "Nós só estamos conseguindo manter um contato decente via internet graças à colaboração da Nasa. Isso aí é o descompasso. Não é culpa dos russos, não. É que não foi solicitado a eles e de última hora eles não vão fazer mesmo", disse o tenente-coronel médico.

Para comunicar-se com o Brasil, Lutiis afirma estar usando o escritório da Nasa em Baikonur, que fica sob controle total dos americanos. Segundo ele, para ter acesso a equipamentos russos os pedidos teriam que ter sido feitos com antecedência.





Fonte: BBC Brasil

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