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Economia
Segunda - 13 de Março de 2006 às 15:30

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A Associação de Desenvolvimento Regional Para a Conclusão da Rodovia BR-163, entidade mais conhecida como Comitê BR-163, apresenta oficialmente na próxima semana, ao Governo Federal, uma proposta para iniciar o asfaltamento da Santarém-Cuiabá imediatamente. A entidade, que luta há mais de dez anos pela conclusão da rodovia aberta nos anos 70 pelos militares, defende que o Exército seja escalado para asfaltar a rodovia e propõe a criação de uma empresa para manter a conservação da estrada através da cobrança do pedágio, evitando a concessão da rodovia à iniciativa privada.

O presidente do Comitê, Antonio Jorge Baldo, adiantou que o objetivo é começar a obra no máximo até o começo do segundo semestre deste ano, o que não será possível se o governo decidir colocar em prática a concessão de toda a rodovia à iniciativa privada. Baldo revelou que a bancada paraense no Congresso Nacional conseguiu incluir na proposta de Orçamento Geral da União para este ano o montante de R$ 50 milhões de reais para a construção da Santarém-Cuiabá. Este recurso, segundo Antonio Jorge Baldo, não será usado de não houver uma mobilização para que o próprio poder público, através do Exército e seus Batalhões de Engenharia e Construção (BEC), bote a mão na massa e comece a obra.

O presidente do Comitê disse ainda que estão alocados no Orçamento Geral da União R$ 50 milhões para a BR-163 dentro do Estado do Pará e estamos trabalhando para que este recurso seja transformado em obras ainda este ano. Ele explicou que a única forma de isso acontecer é através de um convênio com o Exército. 'Caso contrário não terá êxito, porque necessariamente passará por processo licitatório, a burocracia se encarrega de contemporizar a ações, o ano acaba e nada será feito'. No final das contas, acontecerá como todos os anos, quando os recursos destinados à rodovia não chegam a ser usados em sua totalidade por falta de tempo para os processos legais.

A proposta de Jorge Baldo é que o governo decrete que os Batalhões de Engenharia e Construção de Cuiabá (MT) e Santarém (PA) fiquem responsáveis por executar as obras que dariam para ser feitas com estes recursos, começando a colocar em prática o tão sonhado asfaltamento da rodovia. O presidente concorda que os recursos são poucos diante da grandiosidade da obra, mas lembra que se não começar ela nunca sairá do papel.





Fonte: No Tapajós

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