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Internacional
Quinta - 02 de Março de 2006 às 23:25

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Diversos dirigentes curdos, árabes sunitas e xiitas laicos anunciaram hoje que não querem ver o primeiro-ministro iraquiano interino, Ibrahim al-Jaafari, ocupar o cargo em um segundo mandato como propõe o seu partido, vencedor da eleição.

Osman Mahmud, membro da Aliança Curda (AK), manifestou as "reservas" de seu grupo à nomeação de Al-Jaafari como primeiro- ministro "já que anteriormente, os dirigentes da AK já mostraram seu descontentamento com o desempenho do Governo de Al-Jaafari".

Por sua vez, Dafer Al Aani, porta-voz da Frente do Acordo Nacional Iraquiano (Fani), que reúne os três principais partidos árabes sunitas, explicou que seu grupo se opõe a que Al-Jaafari "volte a assumir a chefia do Governo".

"A nomeação de Al-Jaafari como primeiro-ministro é prematura", acrescentou Al Aani.

A rejeição por parte dos responsáveis da Aliança Curda, dos partidos árabes sunitas e do grupo xiita laico do ex- primeiro-ministro Iyad Allawi deixa em situação complicada a Aliança Unida Iraquiana, partido de Al-Jaafari, que venceu a eleição conquistando 128 das 275 cadeiras do Parlamento.

Segundo a legislação do país, o primeiro-ministro deve ser ratificado por dois terços do Parlamento, um número que se mostra muito difícil de obter sem o apoio dos três grupos que hoje mostraram sua rejeição a Al-Jaafari.

A insistência na rejeição a Al-Jaafari acontece no mesmo dia em que o primeiro-ministro interino voltou ao Iraque de uma visita à Turquia. A viagem provocou críticas ácidas por parte do presidente do Iraque, Jalal Talabani, líder do UPK.

Ontem, Talabani disse que a viagem de Al-Jaafari à Turquia infringiu a Lei Básica do Estado, que rege interinamente o país. O presidente não foi informou sobre essa visita, como exige essa lei.





Fonte: EFE

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