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Politica Brasil
Quinta - 23 de Fevereiro de 2006 às 08:35

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O Tribunal de Justiça de Mato Grosso exonerou nesta quarta-feira 123 servidores do que têm grau de parentesco com juízes e desembargadores. Desde que foi publicada a resolução do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), já chega a 212 o número de servidores exonerados no Judiciário mato-grossense. Pelas projeções, as depmissões por nepotismo deve superar a 400.

Até dezembro o TJ havia exonerado 21 servidores. Na terça-feira foram demitidos mais 68 que permaneciam nos cargos devido à decisão judicial contra a resolução que proíbe o nepotismo. Entre os exonerados estão, por exemplo, três filhos a esposa do presidente do TJ, desembargador José Jurandir de Lima.

Em Mato Grosso foram impetrados 132 mandados de segurança que beneficiariam 217 servidores. Com a decisão do STF, o TJ deve exonerar esses servidores. A exoneração deve ser retroativa ao dia 14 de fevereiro, quando terminou o prazo para que os tribunais demitissem os funcionários que são parentes de juízes e desembargadores.

O Poder Judiciário de Mato Grosso é formado por 229 juízes e 30 desembargadores. Nos gabinetes dos magistrados e desembargadores até mesmo os motoristas são de cargos de confiança. O quadro de servidores do Judiciário é de aproximadamente 5 mil, entre efetivos e comissionados.

A direção do Tribunal de Justiça não soube informar quantos são os casos de demissões por nepotismo. Todavia, já se admite que deve ultrapassar aos 400 inicialmente previsto. A grande maioria dos demitidos são funcionários que atuavam nos gabinetes em Cuiabá. Os números finais só devem sair na conclusão do levantamento. Apesar disso, desembargadores e juízes já começaram a contratar outros assessores para os cargos.





Fonte: 24HorasNews

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