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Internacional
Quarta - 08 de Fevereiro de 2006 às 09:11

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O deputado do Hamas Musher al-Masri disse que o primeiro-ministro interino de Israel, Ehud Olmert, quer traçar a fronteira com os palestinos "segundo o sonho israelense", que ignora os direitos de seu povo.

O legislador do Hamas, residente no povoado de Beit Lahie e eleito no pleito legislativo palestino de 25 de janeiro, declarou à imprensa que Israel ignora "a linguagem da paz" e não respeita os acordos.

Olmert disse ontem à noite ao canal 2 da televisão que, caso conquiste o poder nas próximas eleições nacionais de 28 de março, seu Governo defenderá uma "separação da maioria dos palestinos" residentes na Cisjordânia ocupada, mas reservará três blocos de assentamentos judaicos criados após a guerra de 1967.

Sobre Jerusalém, cuja soberania é disputada por Israel e a Autoridade Nacional Palestina (ANP), o líder do Partido Kadima, o favorito nas pesquisas pré-eleitorais, disse que continuará "unida", o que contradiz seu objetivo básico de negociar as fronteiras de modo que no Estado de Israel haja "uma clara maioria judaica".

Em Jerusalém Oriental, anexada por Israel após a guerra de 1967, vivem cerca de 230 mil palestinos, um terço dos habitantes da cidade. Ali, a ANP pretende estabelecer sua capital quando surja um Estado palestino, algo a que Olmert não se opõe.



Al-Masri assinalou que as negociações da Organização para a Libertação da Palestina (OLP), à qual o Hamas não está filiado, e da ANP com Israel desde 1993 não deram frutos.

Só a luta armada, assinalou o deputado, permitirá ao povo palestino concretizar seus objetivos.

O Hamas, que não reconhece Israel, defende um Estado "desde o Mar Mediterrâneo até o rio Jordão", governado por uma teocracia islâmica.

Al-Masri também afirmou que seu movimento não renunciará ao controle dos organismos de segurança da ANP, dependentes do Ministério do Interior, e não permitirá sua transferência ao presidente da ANP, Mahmoud Abbas.

Os máximos dirigentes do Hamas na Faixa de Gaza, liderados por Mahmoud Az-Zahar, e no exílio da Síria, por Khaled Mashaal e Moussa Abu Marzuk, estão no Cairo para coordenar posições com vistas à formação do próximo Governo palestino, e também com representantes do Governo egípcio, cujas posições coincidem com as do Quarteto de Madri, que exige que o Hamas reconheça Israel e se desarme.




Fonte: EFE

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