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Economia
Terça - 24 de Janeiro de 2006 às 13:57

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Entrevistados se mostraram pessimistas em relação ao país A economia no Brasil está piorando na opinião de dois em cada três brasileiros entrevistados em uma pesquisa mundial realizada a pedido da BBC em 32 países. No Brasil, 67% dos 800 entrevistados em oito capitais disseram que a economia nacional está piorando. Para 27%, está melhorando e outros 4% afirmaram que a situação econômica brasileira permanece a mesma.

O pessimismo quanto à economia do país, no entanto, não se repetiu quando os entrevistados brasileiros foram questionados sobre a sua própria condição econômica e a de suas famílias.

Quase a metade dos entrevistados no Brasil (47%) disse que suas condições econômicas e a de suas famílias estão melhorando. Um total de 39% respondeu que estão piorando e outros 12% afirmaram que permanecem as mesmas.

Comparação

A pesquisa mundial da BBC foi coordenada pela companhia GlobeScan, em parceria com a Universidade de Maryland, e conduzida por empresas locais.

Ao todo, mais de 37,5 mil pessoas foram entrevistadas entre outubro de 2005 e janeiro de 2006. No Brasil, as entrevistas foram realizadas pela Market Analysis, baseada em Florianópolis.

Essa é a segunda pesquisa da BBC sobre a percepção da opinião pública a respeito da situação econômica mundial.

A divulgação dos dados coincide com os preparativos para a realização, a partir desta quarta-feira, de mais uma edição do Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça.

No ano passado, a percepção dos brasileiros quanto à economia do país não era tão negativa: 43% afirmavam que a situação melhoria, e outros 43% diziam que pioraria.

Na comparação com os outros 31 países pesquisados, o Brasil está entre os dez mais pessimistas em relação à economia nacional. Os mais otimistas são Canadá, Índia e Finlândia. Já Zimbábue e França são os mais pessimistas.

Mesmo no ranking de percepção sobre a economia familiar, a avaliação positiva dos brasileiros coloca o país em uma posição intermediária. O Brasil é o 16º em otimismo, e 14º em pessimismo.

Entre os três países da América Latina, o Brasil foi o que registrou mais opiniões negativas sobre a economia nacional, seguido por México e, depois, pela Argentina, onde 51% dos entrevistados afirmaram que a situação do país está melhorando.

Influência

Os entrevistados também foram convidados a avaliar qual a influência que entidades como a ONU, o Banco Mundial, o FMI, a imprensa, as multinacionais e as ONGs exercem no cenário mundial.

Apenas no Brasil (57%) e na Argentina (60%), mais da metade dos entrevistados disseram que o FMI exerce uma influência predominantemente negativa.

Em compensação, as multinacionais receberam dos brasileiros uma das avaliações mais positivas entre os países pesquisados. No Brasil, 60% dos entrevistados afirmaram que esse tipo de empresa tem uma influência predominantemente positiva.



A imprensa também foi avaliada de maneira positiva pelos brasileiros, com 65% das respostas a favor de sua atuação.

As ONGs receberam avaliação positiva de 75% dos entrevistados no Brasil. Já a ONU e o Banco Mundial registraram um volume de opiniões favoráveis menor no país: 46% e 48%, respectivamente.




Fonte: BBC Brasil

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