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Economia
Sábado - 26 de Novembro de 2005 às 08:35
Por: Juliana Scardua

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Quatro agentes de tributos estaduais (ATEs) da Secretaria de Fazenda (Sefaz) foram presos ontem com a deflagração da Operação Quimera 2 pelo Grupo de Atuação Contra o Crime Organizado (Gaeco) e Delegacia Fazendária e estão na sede da Gepol, em Cuiabá. Oito mandados de prisão temporária e de busca e apreensão contra agentes foram expedidos e começaram a ser cumpridos às 6h30. Todos são acusados de articular o esquema de sonegação fiscal que culminou em prejuízos estimados em R$ 400 milhões somente de janeiro a junho de 2005 aos cofres do Estado. Dois ATEs foram presos em Cuiabá, um em Rondonópolis e outro em Alto Araguaia. Documentos e computadores foram apreendidos.

Foram presos os ATEs Joacyl Múcio de Oliveira, que já responde a um processo administrativo disciplinar por suspeitas de corrupção e desvio de notas fiscais, à parte da Quimera 1, Jair Gomes de Souza, Carlos de Almeida Couto Neto e Alcimiro Machado. Continuam foragidos Benedita Samira Duque Matoso, Antônio Leite da Costa, Marco Aurélio Pommot Maia e Sílvio Moraes. De acordo com informações do promotor do Gaeco, Mauro Zaque, a agente Benedita conseguiu fugir pelos fundos da casa, no bairro Dom Aquino, em Cuiabá. Uma equipe de policiais foi deslocada até Campo Grande, onde mora Sílvio Moraes.

O promotor explica que os novos nomes envolvidos que justificam a segunda fase da Operação Quimera já eram investigados e foram reforçados por meio dos depoimentos prestados por empresários. Gravações de conversas telefônicas entre os agentes também serão apresentadas como provas.

Ele explica que os agentes, aliados aos 8 ATEs acusados na Quimera 1, deflagrada em 21 de setembro, após os roubos das terceiras vias de notas fiscais e trocavam entre si esses documentos e a relação das empresas que compravam irregularmente as notas. Isso acontecia de acordo com a área de atuação de cada agente em microrregiões do Estado, o que evidencia a organização do esquema em "células". Em outros casos, o servidor em plantão no posto fiscal roubava as terceiras vias para entregá-las a outro articulador da fraude.

Conforme a delegada titular da Delegacia Fazendária, Lusia de Fátima Machado, já havia indícios de participação dos 8 servidores desde a Quimera 1, mas restava a reunião de provas e depoimentos mais contundentes para a abertura do novo inquérito policial. Zaque não confirma a existência de evidências contra outros agentes, mas declara que a operação continuará. "Não interessa se irá envolver um número maior ou menor de pessoas. Existindo provas, outros mandados virão. Esse é mais um passo para fazer a assepsia necessária em Mato Grosso".





Fonte: A Gazeta

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