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Economia
Quinta - 28 de Abril de 2005 às 21:55

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O mercado de software livre no Brasil pode triplicar até 2008, saindo de um patamar atual de R$ 77 milhões, para quase R$ 250 milhões. A façanha seria proporcionada por vendas de serviços e distribuição de produtos relacionados ao sistema operacional Linux. A informação é do Ministério da Ciência e Tecnologia que divulgou ontem a pesquisa "Impacto do Software Livre e de Código Aberto na Indústria de Software do Brasil".

Segundo a pesquisa, o Linux pode assumir uma fatia de 18% do mercado mundial de sistemas operacionais até 2007, saindo dos 9% atingidos em 2003. De acordo o ministério, o sistema, que pode ser copiado e modificado livremente, deve gerar uma economia de R$ 85 milhões por ano aos usuários, com o não pagamento de licenças.

O Governo Federal vem incentivando o uso do Linux, com uma campanha para substituição do Windows, da Microsoft, por alternativas livres dentro da administração pública. Segundo a pesquisa, 64% das empresas usuárias de software livre têm faturamento superior a R$ 1 milhão por ano e há grande participação dos segmentos comunicação, comércio, educação, governo e tecnologias da informação.

O Cepromat, gestor da tecnologia de informação do Estado, também está investindo neste tipo de sistema. De acordo com Genivalter Gomes, gerente de tecnologia da empresa, isso não significa abandonar os outros sistemas, como Windows ou os Softwares da IBM, mas o Linux será usado em larga escala. Segundo o gerente, até o final de julho, o Cepromat estará totalmente integrado ao sistema Linux.

Quanto à economia, o gerente ainda não dispõe de dados, mas adiantou que 80% das máquinas do Cepromat poderão operar este sistema, o que, teoricamente, poderá gerar economia também de até 80% nos gastos com aquisição de softwares e licenças. Por outro lado há o problema de suporte para os softwares livres que, segundo o Genivalter, acarreta custos com capacitação num primeiro momento.

O estudo, que levou um ano para ser concluído, foi produzido pela Associação para Promoção da Excelência do Software Brasileiro (Softex) e pelo Departamento de Política Científica e Tecnológica da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). A pesquisa ouviu 360 empresas produtoras de software, 154 companhias usuárias, e 3.650 pessoas.





Fonte: 24Horas News

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