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Politica Brasil
Terça - 05 de Abril de 2005 às 10:03
Por: Marcos Lemos

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Em entrevista a um programa de televisão local, o presidente regional do Partido da Frente Liberal (PFL), Jaime Campos, disse que não sente nenhum constrangimento em disputar o Governo do Estado contra o governador Blairo Maggi, mas assegurou que essa hipótese depende de uma série de condicionantes e que a tendência do partido é esgotar todas as discussões pela viabilidade da reedição do arco de alianças composto do PPS, do PFL e do PP que elegeram Maggi em 2002.

Ele enfatizou que não faz críticas a administração estadual apenas pontua no sentido de que o governador e sua equipe corrigirem o rumo adotado. “Vivemos num Estado potencialmente rico e que desponta como um dos melhores do Brasil, mas o povo continua pobre, à margem do desenvolvimento pela falta de uma política social mais aguerrida”, assinalou.

Jaime Campos refugou por diversas vezes quando perguntado se candidato ao governo do Estado em 2006, e disse que isso é assunto para o ano que vem, que o momento agora é de trabalhar pelo engrandecimento do PFL que vai continuar a ser da base de sustentação do governador Blairo Maggi na Assembléia Legislativa com seis (06) deputados estaduais. “Nós temos compromisso com o governador e com a governabilidade, mas para que isso funcione é necessário demonstrar que a gestão Blairo Maggi é boa, trabalhadora e determinada, mas peca em alguns sentidos por causa de puxa-sacos que não deixam o chefe do Poder Executivo ver aonde está acertando e aonde está errando”, frisou Jaime Campos, dando nota 7 para a gestão do pepessista, mas acreditando que até o final de sua gestão em 2006 esse desempenho vai melhorar.

Jaime Campos acrescentou ainda que não é candidato de si mesmo e que pertence a um partido que tem bons nomes e disposição de trabalhar pelo engrandecimento de Mato Grosso. “Temos bons nomes para disputar o Palácio Paiaguás como Jonas Pinheiro, Celcita Pinheiro e Humberto Bosaipo que também podem pleitear uma disputa desta envergadura”, sinalizou o presidente pefelista.

Jaime Campos assegurou que não tem pretensões eleitorais pessoais e que defende aquilo que for melhor para o PFL, admitindo que se for continuar coligado com o PPS não haverá problemas. “A nossa única restrição seria com relação ao PT do presidente Lula. Se Blairo Maggi se coligar com o PT nós do PFL estamos fora deste entendimento”, assinala o presidente pefelista para quem essa coligação rasgaria todo um discurso construído em 2002 e que garantia a Blairo Maggi e seu grupo político a eleição para o Governo do Estado. “As regras eleitorais vão dizer qual será o caminho do PFL”.




Fonte: Diário de Cuiabá

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