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Educação/Vestibular
Segunda - 04 de Abril de 2005 às 17:17
Por: Cristina Piloni

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Os servidores técnicos administrativos da UFMT paralisam suas atividades nesta quarta-feira, dia 6, para participarem de um movimento nacional que está sendo coordenado pela Fasubra (Federação das Associações dos Servidores das Universidades Brasileiras), pela UNE (União Nacional dos Estudantes) e pela CONTEE (Confederação Nacional dos Trabalhadores dos Estabelecimentos de Ensino).

Tendo como motes “Defesa da Universidade Pública” e “Educação não é Mercadoria”, o movimento se propõe a chamar atenção da sociedade para a reforma universitária proposta pelo Governo Federal, a qual, segundo essas entidades, possui muitos pontos positivos, mas inclui itens que precisam ser reformulados.

A idéia dos organizadores é conseguir uma ampla mobilização da sociedade para que se lute por um modelo de universidade que seja o melhor para o desenvolvimento da nação. Para Cuiabá, ficou decidido, em assembléia realizada na manhã de hoje na UFMT, que haverá uma concentração de técnicos e alunos na Praça Alencastro, a partir das 9 horas.

Na opinião de Léa de Oliveira, da Comissão de Educação da Fasubra, os servidores das universidades federais esperam que a reforma universitária garanta o fortalecimento do sistema público, criando, entre outras, uma política ousada de aumento de vagas, em especial de vagas em cursos noturnos para atender os estudantes trabalhadores, principalmente na faixa de 18 a 25 anos, na qual se verifica uma demanda reprimida significativa.

Léa Oliveira afirma que a Fasubra apoia a criação, dentro das universidades, de um conselho comunitário social de caráter consultivo e que acompanharia suas ações desde o planejamento até a avaliação. “O grande desafio”, destaca, “é transformar de fato as universidades em instituições democráticas, que funcionem sob o controle social.” Para os trabalhadores das universidades privadas, a expectativa é que haja a garantia não só de democracia no seio dessas instituições, mas também da qualidade de ensino.

Miguel Rodrigues Netto, diretor Regional da UNE em Mato Grosso, informa que a entidade que representa vem debatendo a proposta do Governo desde a gestão do ex-ministro Cristóvão Buarque. Acrescentou que, em agosto de 2004, após discussão com todos os DCE´s, foi aprovada uma proposta da categoria, com base na qual passaram a analisar o anteprojeto do MEC.

Durante o Conselho Nacional das Entidades Gerais, realizado em São Paulo, de 24 a 27 de março último”, esclareceu, “a UNE assumiu uma posição favorável ao conteúdo desse anteprojeto, mas com algumas ressalvas, entre as quais destaco a proposta de se criar uma loteria para subsidiar os programas de assistência estudantil. A UNE é contrária a essa idéia e defende a criação de uma rubrica específica para contemplar a assistência estudantil”.

Miguel Rodrigues reconhece que o Governo tem-se mostrado acessível às sugestões do movimento estudantil e avalia que a grande oposição que existe é por parte dos proprietários das universidades privadas. “Na concepção das universidades particulares, o Governo não deve regulá-las.

A UNE entende que essas universidades existem por concessão do Governo e, por isso, devem ser regulamentadas. Para os estudantes, o principal motivo desta paralisação é sensibilizar o Governo para que não se submeta às pressões das particulares e encaminhe o anteprojeto para o Congresso”.




Fonte: UFMT

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