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Tecnologia
Quinta - 17 de Março de 2005 às 13:37

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Os serviços de comunicação móvel precisam ser muito menos confusos para os consumidores, afirmam os dirigentes das principais operadoras de telefonia celular dos Estados Unidos no momento em que se discute a adição de recursos complexos como navegação na Web ou uso de vídeo nos celulares.

"Precisamos ser desafiados a simplificar o nosso negócio", disse Stan Sigman, presidente-executivo da Cingular Wireless, maior operadora de telefonia móvel norte-americana, durante um painel de discussão na feira anual de telefonia celular CTIA, realizada em New Orleans, Estados Unidos. "Nós nos apaixonamos por todas as idéias novas. E não precisamos de mais idéias", concordou Robert Dotson, que comanda a T-Mobile USA, quarta maior operadora norte-americana, controlada pela Deutsche Telekom. "Precisamos trabalhar melhor com o que já temos."

Há quem alegue que os rápidos avanços na tecnologia de comunicação sem fio tornaram antiquados os celulares usados como simples recurso de comunicação de voz. Ed Zander, presidente-executivo da fabricante de celulares Motorola, brincou, no começo da semana, mencionando o "aparelho no passado conhecido como telefone celular".

Mas outros líderes alertam o setor para não tentar comprimir todos os recursos possíveis - câmeras, TVs, players de música e ferramentas empresariais como email - em todos os modelos de celular. "O limite é a tolerância do usuário a teclas multifunção", disse Dick Lynch, vice-presidente de tecnologia da Verizon Wireless, em entrevista.

Lynch refere-se aos limites da digitação que a maior parte dos usuários está disposta a realizar nos pequenos teclados numéricos e com as pequenas telas disponíveis na maioria dos celulares. Sigman sustenta que os planos de tarifas da telefonia móvel tendem a confundir os consumidores que precisam escolher entre muitas variações de preços e lembrar em que horários seus chamados se tornam mais baratos ao longo do dia. E, à medida que surgem novos recursos, a confusão se agrava.

Os produtos exibidos na CTIA esta semana mostram claramente a situação: modelos com um pé na telefonia de voz tradicional e outro em recursos sofisticados como exibição de vídeos e outros conteúdos de entretenimento. "Muito do futuro de nossa indústria é conteúdo", afirmou Len Lauer, presidente-executivo da Sprint, que acredita que os celulares serão a "terceira tela" em importância para as pessoas no futuro, ao lado de computadores e TVs.





Fonte: Reuters

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