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Sábado - 12 de Março de 2005 às 13:20
Por: André Bernardo

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Os dias de Lázaro Ramos têm sido bem agitados. Desde que começou a apresentar a série Instinto Humano, no Fantástico, ele já fez coisa que nunca imaginou fazer.

O baiano de 26 anos saltou de asa-delta, visitou baile funk e pilotou kart, entre outras peripécias. A mais recente delas foi mergulhar com golfinhos em Arraial do Cabo, na Região dos Lagos fluminense. Na dúvida se encontraria ou não um espécime de verdade, resolveu levar um inflável. Mesmo depois de ter mergulhado com golfinhos de verdade, improvisou uma entrevista com o modelo de plástico.

"O programa tem uma linguagem que me agrada porque permite explicar para o povo noções complicadas como Biologia Humana e Teoria da Evolução. Tenho me divertido muito", confessa.

O mais novo quadro do Fantástico é baseado no Human Instinct, da rede inglesa BBC, e se propõe a responder cientificamente perguntas aparentemente simples como "por que toda criança já nasce sabendo mamar?" ou "por que o homem sente atração física pela mulher?".

Inventivo, Lázaro não se contentou em apenas narrar a série. Logo, começou a dar pitacos como, por exemplo, vestir uma nada discreta fantasia de espermatozóide e simular uma bem-humorada conversa com um óvulo para brincar com o tema da inseminação.

Com o inesperado sucesso da série ¿ que tem atingido picos de 40 pontos no Fantástico ¿, Lázaro confessa estar impressionado com a resposta do público. "Já estão me chamando de 'Seu Fantástico' nas ruas", diverte-se.

P ¿ O que mais surpreendeu você na série Instinto Humano?

R ¿ A liberdade que me deram para fazer o que bem entendesse nela. Desde o início, recebi carta branca para dar pitacos, improvisar, trabalhar em equipe, etc. Por isso mesmo, já dei várias idéias malucas e, para a minha surpresa, todos aprovaram essas idéias malucas. Isso é o mais gratificante. A idéia de gravar um dos programas no baile funk, por exemplo, foi minha. Não imaginei que eles fossem topar. Mas toparam...

Fiquei lisonjeado com a confiança que depositaram em mim.

P ¿ A gravação no baile funk foi a mais caótica até agora?

R ¿ Até que não. Pelo menos, não como eu imaginei que seria. No começo, o pessoal estranhou um pouco quando cheguei lá de terno e gravata. Mas logo começaram a se divertir também. Na manhã daquele dia, já tínhamos gravado num zoológico em Minas Gerais. Eu nunca tinha chegado tão perto de um gorila. À noite, já estávamos num baile funk no subúrbio do Rio.

P ¿ Você ficou surpreso com o convite?

R ¿ Muito. Na verdade, me convidaram para apresentar a série depois que gravei um CD de poesias chamado Filtro Solar. Esse CD foi produzido pelo (Pedro) Bial e diversos atores participaram recitando trechos de poemas famosos. Mas essa não é a minha primeira experiência no ramo. Ano passado, apresentei o Passaporte para a Fama, do canal TNT. Confesso que me sinto confortável na posição de apresentador.

P ¿ De todos os assuntos já abordados na série, qual deles causou mais estranheza? R ¿ Ah, gostei muito do programa sobre solidariedade. Nele, fiquei sabendo, por exemplo, que, no reino animal, só duas espécies são dotadas de espírito solidário: nós, os humanos, e as fêmeas do morcego. Quando uma "morcega" não consegue sangue suficiente para se alimentar, outra vai lá e dá sangue para ela. Interessante, não? O mais bacana da série é justamente a oportunidade de falar de assuntos importantes numa linguagem que pode ser assimilada por gente de toda e qualquer classe social ou nível escolar.

P ¿ E o Sexo Frágil? Que fim levou?

R ¿ Eu acho que o Sexo Frágil não volta, não. O Wagner Moura não virou galã de novelas? Pois então... (risos) Como não tivemos uma resposta da Globo, cada um foi cuidar de sua vida. Eu até faria novelas também, mas tudo dependeria de um bom personagem. Não escolho trabalhos pela repercussão que eles poderão ter, mas pela possibilidade de eu dar meu depoimento através deles.





Fonte: TV Press

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