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Politica Brasil
Quarta - 05 de Janeiro de 2005 às 07:03
Por: Hudson Corrêa

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O Ministério da Agricultura (Mapa) informou que exames feitos em laboratório de referência no Pará descartaram foco de febre aftosa em uma fazenda de Paranhos (512 km de Campo Grande), na fronteira com o Paraguai, em Mato Grosso do Sul. As análises foram realizadas em amostras de 28 cabeças de gado da propriedade.

A suspeita de aftosa veio à tona no dia 22 de dezembro, após o secretário da Produção e do Turismo de Mato Grosso do Sul, Dagoberto Nogueira, confirmar que exames feitos em dezembro deram positivo para 28 animais.

A Iagro (Agência Estadual de Defesa Sanitária Animal e Vegetal) advertia, porém, que era mais provável que o teste estivesse apontando apenas anticorpos da doença, pois os animais tinham sido vacinados contra a aftosa poucos dias antes da coleta de sangue para exame. Mesmo assim, a Iagro interditou e confinou, além das 28 cabeças de gado, mais 27 animais, num total de 55. Nogueira disse que enviou ao laboratório no dia 21 de dezembro as amostras do líquido retirado da laringe dos animais.

Foram feitas três análises no material. O Ministério da Agricultura deve divulga oficialmente hoje que os exames, considerados definitivos e sem contestação, deram negativo.

Mato Grosso do Sul tem um rebanho de 25 milhões de cabeças de gado e produz quase 50% da carne brasileira exportada.

O dono da fazenda, Alaércio Meira, negou que os animais tivessem a doença ou fossem contrabandeados do Paraguai, como investiga a Polícia Militar de Mato Grosso do Sul.

Na mesma época, a vigilância sanitária do Paraguai entregou à Iagro laudos que atestam vacinação contra aftosa em duas fazendas de Meira localizadas em território paraguaio.

Mesmo com a doença descartada, Nogueira afirma que pretende manter a interdição da fazenda e entregar o gado para a Polícia Militar investigar a suspeita de contrabando.

Em nota divulgada à imprensa em dezembro, o Ministério da Agricultura considerou precipitada a divulgação pelo governo de Mato Grosso do Sul da suspeita de foco de aftosa.

Nogueira afirmou ontem que o governo "estava escondendo há 30 dias o caso", mas a informação "vazou" quando foram enviadas as últimas amostras ao laboratório do Pará. "Estou investigando a responsabilidade disso", disse.




Fonte: FolhaPress

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