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Meio Ambiente
Quarta - 22 de Dezembro de 2004 às 17:12
Por: Neusa Baptista

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Produzir e oferecer informações para o manejo da pesca na região da Bacia do Alto Paraguai é o objetivo do projeto desenvolvido pela pesquisadora Lúcia Aparecida Fátima Mateus, do Departamento de Produção Animal da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT). Ela explica que isso será feito por meio do levantamento de dados científicos sobre as características dos peixes existentes na região e sobre as peculiaridades das diferentes modalidades de pesca praticadas: a esportiva e a profissional.

“No passado, o recurso pesqueiro era considerado ilimitado. Todavia, esse mito foi superado, pois, apesar de renováveis, os recursos aquáticos não são infinitos e precisam ser adequadamente manejados para serem sustentáveis”, opina a pesquisadora. “Esse estudo visa aprofundar o entendimento das relações entre estoque, pesca e ambiente, buscando fornecer subsídios para o manejo sustentável da atividade pesqueira no Pantanal Mato-grossense, onde a pesca tem importância cultural, econômica e social”, afirma.

“Queremos saber os impactos dessas modalidades de pesca sobre a estrutura populacional das diferentes espécies. Com isso, será possível fornecer informações que permitam um controle de pesca específico para cada realidade”, explica ela, ressaltando que os dados servirão de base para a elaboração de políticas públicas de controle da pesca pelas entidades competentes.

Lúcia Mateus ressalta que o apoio da Fundação de Pesquisa do Estado de Mato Grosso (Fapemat) aos doutores recém-graduados é muito importante, pois estes encontram limitações para seguir com o seu trabalho. “Os recém-formados precisam melhorar o seu currículo, precisam publicar mais trabalhos científicos, antes de se firmarem no mercado”, diz a pesquisadora.

Graduada pela UFMT e com doutorado pela Unesp de Rio Claro (SP), Lúcia Mateus lembra que, graças ao Programa Primeiros Projetos, da Secitec, também está sendo formado o primeiro grupo de pesquisas sobre Ecologia da Pesca da UFMT. “Esse programa possibilita a formação de recursos humanos, permite que o doutor desenvolva outros projetos e aumenta a sua capacidade de produção”. “Antes, não tinha estrutura de trabalho e se vivia uma situação relativamente difícil”, completa. (Neusa Baptista/Secitec-MT)





Fonte: Diário de Cuiabá

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