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Cultura
Segunda - 17 de Maio de 2004 às 13:01
Por: Debóra Siqueira

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A Casa Canônica, um dos símbolos culturais de Diamantino passa por reforma há duas semanas. As chuvas atrapalharam o início obras, que segundo a coordenadora de cultura de Diamantino, Donata Glorinha Ferreira Nascimento, já deveria estar concluída. Não há data específica da construção da casa que foi residência oficial do bispo e párocos da cidade. Conforme a tradição oral, o terreno da casa pertenceu à mãe do herói diamantinense, o almirante João Batista das Neves, morto em Minas Gerais, em 1910.

De acordo com o diário da casa de Diamantino, no dia 20 de junho de 1932 iniciaram os trabalhos da edificação a Casa Canônica. Ainda conforme populares, quem assumiu toda a construção da Casa Canônica foi o Irmão Antônio Jacob Mallmann. O Conselho Municipal de Cultura formatou o projeto de reforma em 2003. Foi requerido pela Lei Hermes de Abreu, de incentivo à cultura, o montante de R$ 150 mil, o teto da lei e o suficiente para a reforma total do prédio, que ficou orçado em R$ 140,367 mil, que incluía a descupinização, calçada de entorno, instalações elétricas, sanitárias e hidráulicas, esquadrias, piso, calhas, muro e limpeza do forro.

A Secretaria de Estado de Cultura destinou apenas R$ 50 mil. Na verdade, R$ 46,5 mil, já que 7% da verba fica retida pelo Fundo de Desenvolvimento Industrial e Comercial do Estado de Mato Grosso (Fundeic). A Prefeitura Municipal de Diamantino entrou com a contrapartida de R$ 5 mil. As duas verbas são suficientes apenas para trocar o telhado e reformar a fachada da casa.

De acordo com a coordenadora de Cultura de Diamantino enquanto não for prestada conta da obra, o Conselho Municipal de Cultura não tem como formatar outro projeto. “Vamos fazer outro projeto pedindo recursos para continuação da obra. Dificilmente a Secretaria Estadual de Cultura destina o valor total da obra, já que são apreciados muitos projetos deste porte em todo o Estado”, explica Donata Nascimento. A Casa Canônica e a Igreja Matriz são os primeiros patrimônios de Diamantino tombados pela sua importância histórica.

Projetos Culturais

Ano passado foram enviados quatro projetos culturais de Diamantino, para apreciação do Conselho Estadual de Cultura. Três foram aprovados. Além da reforma da Casa Canônica, o projeto Timbalata recebeu R$ 15 mil e o projeto Arte com Sucata, que solicitou R$ 30 mil, ganhou R$ 10 mil.

Este ano foi enviado cinco projetos solicitando incentivo cultural. O projeto Cural, de danças regionais, luta por R$ 38,144 mil; o Arte de Criar, de poesias, paródias, teatros e dança, solicita R$ 37,764 mil; o Toca Trombone, quer R$ 50,371 mil; Projeto Causo Feio, um curta-metragem sobre a história de Diamantino está na corrida por R$ 150 mil; e a gravação de CD de Joel Praxedes de músicas culturais que contam a história da cidade, está avaliado em R$ 20 mil.

“A luta não é só para formatar o projeto e enviar pedindo para ser contemplado pela Lei de Incentivo à Cultura. O trabalho começa mesmo, na hora de bater nas portas dos empresários. O dinheiro do governo vem na forma de incentivos fiscais, o que muita gente desconhece. Não vem em espécie, cabe ao produtor, explicar para o empresário a importância da obra. Aqui em Diamantino, os empresários estão mais conscientes do seu papel na divulgação da cultura local”, afirma Donata Nascimento.




Fonte: Da Assessoria

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