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Economia
Terça - 16 de Março de 2004 às 11:05
Por: João Domingos e Rosa Costa

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Brasília - O ministro da Coordenação Política, Aldo Rebelo, disse hoje, ao chegar ao Hotel Blue Tree para participar da sessão de abertura da "7ª Marcha dos Prefeitos a Brasília", que a condição para atender às reivindicações dos prefeitos, que querem mais recursos, é o crescimento econômico, e este já está acontecendo, pois 2003 já demonstrou isso. Sobre as críticas feitas ontem à política econômica do governo pelo presidente do PL, deputado Valdemar Costa Neto, que pediu a saída do ministro da Fazenda, Antonio Palocci, Rebelo disse que o governo espera uma manifestação oficial do PL, pois Costa Neto é apenas presidente do partido e ele próprio disse que o pedido de saída de Palocci não é avalizado pela bancada de 44 deputados federais do PL.

A abertura da "Marcha" terá a presença, além de Aldo, dos ministros das Cidades, Olívio Dutra, da Integração Nacional, Ciro Gomes, e dos Esportes, Agnelo Queiroz. O presidente da Frente Nacional dos Prefeitos, prefeito de Aracaju, Marcelo Deda (PT), disse que, de um ano para cá, a relação entre os prefeitos e o governo melhorou muito, pois hoje há um fórum permanente de negociação, e leis que foram pedidas pelos prefeitos já foram aprovadas, como a de transporte escolar e o novo ISS, além de estar em vias de chegar aos cofres das prefeituras uma parcela de 6,5% da Cide sobre Combustíveis.

Críticas do PL

Aldo Rebelo disse que aguarda que a direção do PL se pronuncie oficialmente sobre as críticas do presidente da legenda, Valdemar Costa Neto, ao ministro da Fazenda, Antonio Palocci, e ao presidente do Banco Central, Henrique Meirelles. "Isso deverá ocorrer hoje e a partir desse pronunciamento é que o governo tomará uma atitude", disse Rebelo, depois de tomar café da manhã com integrantes da base aliada, na liderança do Senado. Ontem, em plena posse do novo ministro dos Transportes, Alfredo Nascimento, que é do PL, Costa Neto criticava para a imprensa a política econômica conduzida pelo ministro e pelo presidente do BC.

Na opinião do ministro da Coordenação Política o que foi publicado "é uma opinião do presidente do partido". Para Rebelo, as críticas à política econômica "são uma tradição do Congresso". "Uma tradição dos partidos, e elas sempre vão ocorrer", afirmou. Na opinião de Rebelo é natural que essas críticas aconteçam, não só nos partidos como no País. Ele acredita também que essa discussão não vai abalar a base governista, "porque os partidos têm ampla tradição de debate sobre a economia e essa tradição tem tido procedimento".

Sobre eventuais dissidências na base, Rebelo entende que o que existe é "um debate como sempre houve". "Mas o decisivo é que governo tem unidade em torno de sua política econômica". "Não acho que a política econômica precise de mudança de rumos", acrescentou.





Fonte: Agência Estado

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