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Turismo
Quarta - 04 de Janeiro de 2017 às 16:14
Por: Isabela Mercuri/Olhar Direto

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A nova orla do Rio Cuiabá, localizada no Bairro do Porto, foi inaugurada no último dia 22 de dezembro. Menos de duas semanas depois, uma passeada no local já mostra que a obra não está totalmente finalizada.


Azulejos quebrados, canos saindo do chão e a pintura escorrendo da ‘Vila Cuiabana’ chamam a atenção dos turistas que visitam o local. Este é o caso, por exemplo, de Nelba Andrade, 44. A baiana que mora em Colniza está visitando parentes em Cuiabá desde o dia 20 de dezembro, mas só na última terça-feira (3) foi conhecer o novo ponto turístico da capital.


Foto: Rogério Florentino / Olhar Direto

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“Eu achei tudo muito bonito, mas quem fez, fez mal feito, não teve carinho. O piso está quebrado, a vila está mal pintada”, reclamou. Segundo a turista, outro problema grave do local é a falta de lixeiras.

O resultado pode passar despercebido para quem olha somente para a orla. No entanto, chegando mais perto da grade e olhando para baixo, é possível ver garrafas de água, embalagens de caixa de cerveja, potes de isopor e todo tipo de lixo. No último final de semana, a festa de réveillon da capital foi realizada no local, e os dejetos acabaram bem próximos ao Rio Cuiabá.

O projeto da orla e do ‘novo Porto’ foi uma das últimas obras inauguradas na gestão do ex-prefeito Mauro Mendes (PSB). A construção foi paga majoritariamente com recursos próprios do Executivo Municipal, e, segundo o ex-gestor, custou R$16 milhões.

A construção começou em 2013, e desde o início o projeto previa um calçadão com cerca de 1300 metros, pista de caminhada, áreas de contemplação do Rio Cuiabá, Mirante, academias ao ar livre e os cinco bares ou restaurantes.

Na data de inauguração, no entanto, apenas dois bares estavam funcionando: a Frutaria Marília e o Jacá Pier Bar. Outros dois ainda estão em construção e devem ser inaugurados até o mês de fevereiro.

As empresas que conseguiram abrir unidades no local compraram lotes da Prefeitura por meio de uma licitação realizada em julho de 2016. Na época, assessoria informou que o valor de lance inicial variava de R$1800 a R$2462 por lote.

Ainda naquela época, a Prefeitura informou que as empresas tinham quatro meses para terminar a construção, e 30 dias (a partir de julho) para iniciá-la. A concessão teria vigência de 20 anos, podendo ser prorrogada por mais 10 anos, e os recursos pagos mensalmente seriam destinados à Empresa Cuiabana de Limpeza Urbana (LIMPURB).

Por enquanto, além dos dois bares em funcionamento é possível encontrar ambulantes vendendo água, açaí e picolés por toda a extensão da orla. As palmeiras instaladas ali não ajudam e a falta de um local com sombra também incomoda os que passeiam no local.


Frutaria Marília (Foto: Rogério Florentino / Olhar Direto)

A nova gestão da Prefeitura, que assumiu no último domingo (1), ainda não sinalizou o que será feito com as obras. A última gestão deixou, também, sem inaugurar, o ‘Aquário Municipal’.





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