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Esportes
Terça - 24 de Julho de 2018 às 10:57
Por: Junior Martins/Everson Teodoro

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Junior Martins

No plano de fundo do 1° Mato Grosso Bowl, um amistoso internacional de futebol americano entre as seleções de Mato Grosso e do Uruguai, no último sábado (21.07), na Arena Governador José Fragelli, a Arena Pantanal, em Cuiabá, estão inúmeros sacrifícios de atletas para se manter na prática esportiva. Como, por exemplo, as histórias de Eliandro José, Matheus Henrique e Whemerson.

O jogador da linha defensiva do Lucas do Rio Verde Jaguars, Eliandro José da Silva, um técnico de telecomunicações com 27 anos, um dos 58 atletas que defenderam a bandeira do estado de Mato Grosso no amistoso internacional, afirma não ter sido fácil o caminho para chegar à seleção estadual. E, segundo ele, eventos como o Mato Grosso Bowl são importantes para a modalidade.

“São muitos os sacrifícios e faço tudo isso por amor ao esporte. Não ganhamos dinheiro com isso. Pelo contrário, deixamos a família e os amigos para poder treinar e jogar futebol americano. Eventos como o amistoso internacional são importantes por darem visibilidade para a modalidade esportiva e para fazerem-na crescer. E nosso objetivo é justamente fazê-la crescer”, disse Eliandro José.

O cornerback do Sorriso Hornets, Matheus Henrique, de 23 anos, conta que faz trajeto diário de 20 km de casa até o local dos treinos de futebol americano e que isso consome bastante tempo na rotina diária. Ele fala que: “Eu saio com minha moto, vou para cima e para baixo, e as vezes nem vejo minha mãe. Ela chega a ligar para mim pelo menos para ouvir minha voz”, diz com semblante de quem gosta do que faz.

Já o wide receiver do Sinop Coyotes, Whemerson Santos, de 20 anos, ressalta que todos enfrentam dificuldades para permanecerem em seus times, mas que fazem com devoção. “O esporte é até conhecido, mas ainda faltam apoiadores, patrocinadores para podemos praticar em condições mais adequadas e para divulgarmos ainda mais o esporte”, disse Whemerson.

Futebol Americano Mato-grossense

De acordo com o presidente da Federação Mato-grossense de Futebol Americano (FMTFA), Paulo Cesar Machado, o amistoso internacional é uma porta não apenas para novos eventos, mas também para novos adeptos e fãs da modalidade. “O amistoso foi um pontapé inicial para o fortalecimento do futebol americano no estado de Mato Grosso. Ele nos mostrou que temos muitos atletas bons e que podem jogar em alto nível em qualquer lugar”, afirmou.

Paulo Cesar confirmou que novos eventos irão ocorrer em breve, todos com o intuito de divulgar o futebol americano. “Estamos organizando agora outros jogos contra seleções do Brasil, assim continuaremos a dar andamento no trabalho”, concluiu.





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