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Segunda - 26 de Novembro de 2018 às 07:48
Por: Vinicius Bruno/RD News

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Algumas pessoas compraram capa para encarar a chuva que durou a madrugada toda em Cuiabá
Algumas pessoas compraram capa para encarar a chuva que durou a madrugada toda em Cuiabá

spaço inadequado, banheiros sem capacidade para atender o público, segurança precária, e pouca proteção contra a chuva. Este foi o cenário no qual se realizou o Festeja Cuiabá, o festival de música sertaneja realizado há três anos na Capital.

Produzido pela Som Livre e pela agência Workshow, a programação do evento contou com apresentações de Zé Neto e Cristiano, Luan Santana, Jads e Jadson, Diego e Victor Hugo.

O evento tem parceria com a TV Globo e já realizou 67 edições em cinco países, totalizando 365 horas de música. Os shows são gravados e a transmissão será exibida dia 30 de dezembro pela emissora.

O local escolhido para o festival foi o Parque de Exposições Senador Jonas Pinheiro, em Cuiabá, do Sindicato Rural da Capital. A grande reclamação da noite foi o excesso de chuva. Os organizadores não levaram em consideração que o mês de novembro está em pleno período das águas em Mato Grosso, e escolheram um local com pouca capacidade para atender a demanda por proteção.

O desconforto foi caro para os pagantes. Quem comprou ingresso para ficar na pista, comumente chamado de no meio do “povão”, mas que no evento foi estrategicamente batizado de área vip, pagou R$ 80, com direito a apenas curtir o show embaixo da chuva.

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ch�o molhado festeja

Água da chuva empoçou no chão, coberto por cimento. Embalagens de papel e plasticos ficaram espalhadas pelo local

Quem preferiu pagar por um apertado espaço no Festeja Open, desembolsou R$ 120 no ingresso e R$ 80 na meia entrada, com direito a open bar de cerveja e a bebida que se transformou na preferida entre os baladeiros, a Catuaba. Esse grupo de pagantes tinha acesso à frente do palco, banheiros exclusivos e praça de alimentação.

A terceira opção de ingresso custou R$ 230 a inteira e R$ 150 a meia entrada para dar acesso ao Camarote Festeja Prime, onde havia open bar de cerveja, água, vodka, suco e refrigerante. Além de acesso à frente do palco e banheiros exclusivos, o anúncio do Festival trazia entre os itens um show regado a conforto e qualidade. A quarta opção eram os bangalôs, lugares exclusivos privilegiados, com serviço de garçom e bebidas requintadas.

A chuva deu trégua por poucos minutos durante a noite de shows, e mesmo assim a maioria do público permaneceu resistente por maior parte do evento. Os banheiros ficaram inutilizáveis, assim como diversas áreas dentro do parque de exposições, onde poças de água e lama se formaram.

Outra dificuldade é o espaço para estacionamento. O parque é conhecido por ter pouco espaço dedicado aos veículos. Muitos condutores precisaram deixar os carros e motos na rua, ou em estacionamentos privados, geralmente improvisados e com preços abusivos, o que caracteriza bem a lei da oferta e procura: quanto maior a procura e menos espaço, maior o preço a ser pago.

Nas redes socais algumas reclamações foram recorrentes. “Imagino que a organização do evento tenha se preparado pra chuva, já que a cidade está com tempo nublado desde o início do mês e chovendo todos os dias, né!?”, comentou um seguidor da página oficial do Festeja antecipando a noite úmida.

“Nunca vi um evento tão mal organizado, sem revista adequada na entrada, não pediram documento para não entrarem menor de 18, não tinha sinalização de nada, jovens visivelmente menores de idade desmaiados nas calçadas na saída por terem abusados da tal “catuaba” que distribuíram de graça pra ficarem “loucos” com mais facilidade. Gente! Quem disse que essa tal catuaba é bebida pra ser consumida loucamente e assim livremente? “Open bar” por que não água, refrigerante e cerveja? A tal citada aí é porque sai barato e sobe pra cabeça com rapidez? Lucro? Lucro? Lucro?”, comentou outra participante do evento em sua página no Facebook.

Outros seguidores chegaram a sugerir que seria mais adequado que o festival fosse realizado no estacionamento de um centro universitário de Várzea Grande, que costuma receber shows e possui estrutura mais adequada para evento deste porte. Por fim, aos que resistiram a chuva da madrugada da noite deste sábado (24) e madrugada deste domingo (25), certamente se uso na prática do ditado: "quem está na chuva é pra se molhar".

Outro lado

De acordo com a organização do evento, a chuva não atrapalhou a performance dos shows e nem foi empecilho para que aproximadamente 15 mil pessoas assistissem as atrações.

Em relação aos problemas dos banheiros, a organização informou que existiam mais de 280 unidades, além dos banheiros do Parque de Exposição, e nega que ficaram inutilizaveis.





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