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Educação/Vestibular
Sexta - 04 de Janeiro de 2019 às 10:06
Por: Naief Haddad/Especial para Diário de Cuiabá.

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É uma história de encontros e desencontros que tem Brasil e Portugal como protagonistas.

O país europeu e as nações lusófonas da África seguiam o acordo ortográfico de 1945. Por aqui, porém, valia o sistema estabelecido em 1943.

Não existiam diferenças muito expressivas entre uma e outra ortografia, mas as distinções emperravam a difusão internacional do idioma, entre outros obstáculos.

As discussões para a unificação começaram efetivamente em meados dos anos 1960, mas só resultaram em consenso depois de mais de duas décadas. Em 1990, os países lusófonos se reuniram em Lisboa para, enfim, aprovar o novo acordo ortográfico.

Na fase de implantação, contudo, surgiram entraves. O início da unificação estava previsto para 1994, mas diversas razões - de ordem política, econômica e burocrática - inviabilizaram a iniciativa.

Em 1º de janeiro de 2009, há uma década, o Brasil começou a adotar o novo sistema. Foi o primeiro entre os nove países que têm o português como língua oficial a botar em prática o acordo assinado em 1990.

Ao longo de 2009 e 2010, Portugal e Cabo Verde também iniciaram a implantação.

Entre 2015 e 2016, esses três países encerraram a transição, tornando obrigatórias as novas regras. Os demais signatários avançam mais lentamente rumo à unificação.

As mudanças incluíam o fim do trema e do acento nos ditongos abertos "ei" e "oi" nas paroxítonas.

O acordo afetou 0,8% das palavras em uso no Brasil e 1,6% dos vocábulos em Portugal, o que ajuda a explicar a maior resistência dos portugueses às novas regras.

"Essa é uma página virada. Todas as editoras no Brasil passaram a usar [o novo acordo], o sistema educacional e a imprensa também", afirma Carlos Alberto Faraco, professor titular aposentado de língua portuguesa da Universidade Federal do Paraná.

Segundo ele, a unificação contribui para impulsionar "a promoção internacional da língua portuguesa".

Integrante da comissão de especialistas que assessorou o governo federal na viabilização do acordo, Faraco não vê motivo para qualquer alteração das normas aprovadas.





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