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Economia
Terça - 21 de Dezembro de 2010 às 08:05

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Sustentado pelas boas cotações do mercado internacional, o ouro deu um salto de 816% na sua produção em um período de 10 anos – 2001 a 2009 – e hoje atinge as melhores valorizações da década. “Ainda não podemos falar no início de um novo ciclo do ouro, em Mato Grosso, mas com certeza estamos vivendo a retomada da produção em uma escala firme e progressiva”, analisa o presidente da Companhia Mato-grossense de Mineração (Metamat), João Justino.

Na década, a produção estadual saltou de 740 quilos (2001) para 6,78 toneladas, no ano passado. “Essa é a produção oficial do Estado, ou seja, aquela que passa pela Receita Federal e é controlada. Se considerarmos a produção como um todo, incluindo aquela que não é computada pela Receita, os números são bem maiores. Não temos a dimensão exata de quanto o Estado produz deste tipo de minério”, afirma Justino. De qualquer forma, o crescimento médio mensal da produção “contabilizada” passa de 80% ao mês no período de dez anos.

Ele disse que mesmo no período da última crise financeira mundial – final de 2008 e todo o ano de 2009 – o ouro foi a única commodity mineral que não recuou. “A produção vem sempre crescendo, acompanhando o aumento dos preços nos últimos anos”, lembra. A produção saltou de 740 quilos, em 2001, para 5,68 toneladas em 2008 e 6,78 toneladas em 2009, crescimento de 19,36% no último ano em relação ao anterior. “Para 2010 esperamos uma produção de pelo menos sete toneladas”, prevê Justino.

Tomando por base os números oficiais da produção, o ouro movimentou cerca de R$ 610 milhões no ano passado e, este ano, deve movimentar em torno de R$ 630 milhões.

A cotação, segundo João Justino, é uma das melhores das últimas décadas. “Para se ter uma idéia, há três meses a cotação estava na casa de R$ 70/grama. Agora, o preço saltou para R$ 90, favorecido pela instabilidade do mercado internacional”. De acordo com o presidente da Metamat, o ouro foi uma das commodities que mais cresceram nos últimos anos. “A nossa produção aumentou porque a atividade está organizada. Temos várias empresas mineradoras e cooperativas, todas atuando dentro da legalidade. O garimpeiro também está trabalhando legalmente, via cooperativa”.

“Estamos retomando a produção de uma forma organizada e sustentável. O potencial aurífero de Mato Grosso é um dos maiores do país e o que estava faltando mesmo era só essa organização. Hoje não se fala mais na utilização do mercúrio e todos respeitam o meio ambiente”.

Mato Grosso conta atualmente com cerca de 20 cooperativas e aproximadamente 300 garimpos em atividade. “Em todo o Estado, o garimpo emprega atualmente mais de 30 mil pessoas. As regiões de Peixoto e Nova Lacerda, com produção individual de 2 toneladas anuais, são os maiores produtores, seguidos de Poconé, com 1 tonelada de ouro produzida todo ano. A previsão é que, dentro de dois anos, a produção estadual ultrapasse 10 toneladas.

INVESTIMENTO – Na avaliação de João Justino, o ouro é um dos melhores investimentos, especialmente em tempos de crise. “Para quem quer ter tranquilidade, uma boa opção é investir parte dos recursos em ouro, um metal que possui liquidez imediata e é aceito em todo o mundo”. De 1998 até 2008, o ouro se valorizou 357% - crescimento de 2,97% ao mês e 35,64% ao ano. Além da boa rentabilidade, o ouro oferece duas vantagens: É considerado reserva de valor e uma aplicação segura em tempos de turbulência. (MM)






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