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Politica Brasil
Sábado - 18 de Setembro de 2010 às 09:44

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Reportagem publicada na edição deste sábado (18) pelo jornal "Folha de S.Paulo" afirma que Israel Guerra, filho da ex-ministra da Casa Civil Erenice Guerra, teria levado amigos para trabalhar no ministério quando a candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, ainda era titular da pasta. israel foi acusado de tráfico de influência na Casa Civil.

Vinícius Castro e Stevan Knezevic, que pediram demissão após as denúncias, além de Marcelo Moreto, que não foi citado no caso, teriam trabalhado junto com Israel na Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e, segundo a reportagem, foram indicados por ele para cargos na Casa Civil, ainda sob o comando de Dilma.

A afirmação de que Israel fazia nomeações no ministério foi feita pelo tio de Vinícius, ex-diretor dos Correios, Marco Antonio de Oliveira. Ele teria dito que o próprio sobrinho foi um dos indicados. De acordo com a “Folha de S.Paulo”, Vinícius e Stevan também teriam aberto a empresa Capital Consultoria logo que saíram da Anac.

Segundo o jornal, a empresa teria como sócia formal a mãe de Vinícius, Sônia Elisabeth Oliveira Castro, e como sócios ocultos Israel e Vinícius. A firma teria sido usada para intermediar contrato entre empresa do setor aéreo e os Correios.

Vinícius foi o primeiro a deixar a Casa Civil na segunda-feira (13). Na ocasião, ele disse que sairia para se defender das acusações. Antes de pedir demissão nesta sexta (17), Stevan Knezevic também trabalhava no Centro Gestor e Operacional do Sipam. Segundo a assessoria do Sipam, o servidor voltará ao órgão de origem, a Anac.

O jornal afirma ainda não ter localizado Vinícius e Stevan. Moreto, que trabalha como assessor técnico do Serviço de Proteção da Amazônia (Sipam), ligado à Casa Civil, estaria de férias. Por meio de nota, segundo o jornal, a Casa Civil informou que as “nomeações atenderam a solicitações do diretor-geral do Sipam”.

Sindicância
As denúncias que foram feitas pela revista “Veja” e pelo jornal “Folha de S.Paulo” levaram ao pedido de demissão da ex-ministra Erenice Guerra, na última quinta-feira (16). Em nota divulgada nesta sexta-feira (17), a Casa Civil informou que instaurou sindicância para investigar as denúncias. Segundo a Casa Civil, a comissão que vai cuidar da apuração terá 30 dias para apresentar a conclusão dos trabalhos.

Ainda nesta sexta, a Comissão de Ética da Presidência da República aplicou uma “censura ética” à ex-ministra da Casa Civil. A comissão também decidiu, por unanimidade, converter o processo de apuração preliminar das denúncias contra Erenice em um processo de apuração ética. Com a decisão, fica oficialmente instaurado o procedimento de investigação da ex-ministra.





Fonte: Do G1

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