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Saúde
Sexta - 06 de Agosto de 2010 às 06:32

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Córnea em formato cônico com superfície irregular significa ceratocone. O problema atinge uma em cada 20 mil pessoas, geralmente entre 10 e 35 anos. Além das lentes rígidas e do transplante de córnea como último recurso, surge uma alternativa capaz de estabilizar o ceratocone: o crosslink.

“Trata-se de uma tecnologia muito segura e que tem resultado em benefícios para os pacientes. Aplicamos uma vitamina chamada riboflavina (B2) na córnea que, exposta à luz ultravioleta a cada cinco minutos durante um total de 30 minutos, estimula novas ligações entre as moléculas de colágeno. A técnica endurece a parte anterior da córnea e estabiliza a doença. Colírios antibióticos e anti-inflamatórios são necessários durante alguns dias, até que o paciente passe a enxergar com clareza”, diz o doutor Renato Neves, diretor do Eye Care Hospital de Olhos.

Entenda o ceratocone

A luz atravessa a córnea – que tem uma superfície lisa e esférica – e atinge a retina, permitindo ao cérebro formar imagens claras e bem definidas. “Pacientes com ceratocone apresentam visão distorcida e muitas vezes os graus de miopia e astigmatismo avançam rapidamente”, diz Neves.

Na opinião do médico, os óculos de grau não corrigem a visão adequadamente – já que não se ajustam ao formato dos olhos. Lentes rígidas, que proporcionam uma superfície mais lisa e clara em frente à córnea, têm sido a solução utilizada por grande parte das pessoas que sofrem do problema. “Como nem todos os pacientes se adaptam às lentes rígidas, a solução recai sobre a cirurgia e, em casos mais graves, sobre o transplante de córnea Daí a importância de termos um recurso muito menos invasivo para a correção do ceratocone”.

Fonte: Dr. Renato Neves, cirurgião oftalmologista e diretor do Eye Care Hospital de Olhos, de São Paulo (www.eyecare.com.br). 






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