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Copa 2014
Sábado - 05 de Junho de 2010 às 08:33
Por: Sílvio Barsetti, Jamil Chade

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Não vai ser adiado’, disse, categórico, ao sair de um restaurante em Johannesburgo
Não vai ser adiado’, disse, categórico, ao sair de um restaurante em Johannesburgo
Ainda sob o efeito de uma viagem cansativa, que se prolongou por toda a noite de quinta-feira, do Brasil até Johannesburgo, o presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Ricardo Teixeira, disse ontem ao Estado que não vai estender o prazo para que as 12 cidades-sedes do Mundial de 2014 apresentem garantias financeiras de seus projetos para o evento.

"Não vai ser adiado. O prazo é de um mês a contar a partir da aprovação do projeto físico de obras ou reformas de estádios", declarou Teixeira. O dirigente conversou rapidamente com a reportagem quando deixava o restaurante The Towers, no bairro de Sandton, centro comercial e financeiro de Johannesburgo, ontem, por volta das 23 horas.

Teixeira desconsiderou a opinião de dirigentes do São Paulo de que o Comitê Organizador da Copa de 2014, da qual é presidente, teria de prolongar a data de entrega de documentos que avalizassem a viabilidade financeira dos projetos. "Eu disse lá atrás que todos teriam um mês para apresentar as garantias. Nada mudou", afirmou.

O Estado apurou que das 12 cidades-sedes do Mundial de 2014, 10 já teriam atendido a essa exigência do comitê. Entre as duas faltosas está a cidade de São Paulo, por causa do Morumbi. Teixeira não quis falar especificamente sobre o estádio do São Paulo Futebol Clube. "Houve um caderno de encargos da Fifa para as 12 sedes. Lá cada uma sabia o que tinha de ser cumprido. Mas isso já ficou para trás. O que se exige agora é a garantia financeira de que o que está no papel vai ser viabilizado."

No fim da próxima semana se esgota o prazo para que algumas sedes cumpram as exigências da Fifa. Uma delas é São Paulo, cujo projeto para a realização de jogos da semifinal da Copa foi aprovado numa primeira etapa, mas ainda carece do aval financeiro dos agentes que poderiam bancar as reformas. Em abril, um alto executivo da Fifa revelou ao Estado que o Morumbi não apresentava condição de abrigar jogos do Mundial de 2014 e descartou o estádio da competição.






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