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Meio Ambiente
Terça - 04 de Maio de 2010 às 08:45

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Mato Grosso foi responsável pelo desmate de 39% do total da área devastada na Floresta Amazônica em março de 2010. O Estado e o Pará (45%) juntos corresponderam à principal parcela de degradação no mês, quando a área teve 76 quilômetros quadrados de corte registrado, apesar de apenas 37% terem sido monitorados, em virtude do acúmulo de nuvens no restante.

Os números foram divulgados no mais recente boletim Transparência Florestal, produzido pelo Instituto Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon), a partir dos dados do Sistema de Alerta do Desmatamento (SAD).

O Estado desmatou 32 quilômetros quadrados da floresta e o município de Ipiranga do Norte (450 quilômetros de Cuiabá) aparece em quarto lugar no ranking de desflorestamento – atrás de três paraenses -, com 4,5 quilômetros quadrados de área desmatada.

No acumulado do ano até este último boletim, ou seja, na avaliação que compreende os meses de agosto de 2009 a março de 2010, o Estado registrou uma queda de 13% na área devastada. Apesar de no geral a Amazônia Legal ter sofrido um aumento de 24% no desmate durante o mesmo período, em comparação com o ano anterior (agosto de 2008 a março de 2009), Mato Grosso diminuiu pelo menos 35 quilômetros quadrados de corte durante os oito meses (de 260 Km2 caiu para 225 Km2).

Em relação à degradação florestal, quando a área sofre intensa exploração de madeira e/ou incêndio, o Estado correspondeu, em março, por 11% do total (25 Km2), deixando o primeiro lugar também para o Pará, onde o quesito ganha em disparado dos demais estados (87% da área, com 192 Km2).

Em área de assentamento rural, a fazenda São Manoel, em Querência (945 quilômetros da Capital), teve destaque no boletim quanto à devastação, com 900 metros quadrados de prejuízo.






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