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Quarta - 17 de Março de 2010 às 08:29
Por: Romilson Dourado

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Mesmo isolado na corrida ao Paiaguás, a pré-candidatura de Mauro Mendes traz preocupação a Wilson e a Silval
Mesmo isolado na corrida ao Paiaguás, a pré-candidatura de Mauro Mendes traz preocupação a Wilson e a Silval

A pré-candidatura de Mauro Mendes (PSB) à sucessão estadual deve arrancar votos dos descontentes que fazem parte dos grupos de Wilson Santos (PSDB) e Silval Barbosa (PMDB). Ele corre por fora, mesmo de forma isolada e sem a segurança de apoio irrestrito do PDT e PPS, que foram os incentivadores do projeto da terceira via e que enfrentam queda-de-braço na definição de alianças.

Mendes está disposto a realizar o que se convencionou chamar de terceiro turno contra Wilson. Em 2008, ele concorreu à Prefeitura de Cuiabá e perdeu no segundo turno para o tucano. Agora, ambos voltam a se enfrentar, desta vez na corrida pelo Palácio Paiaguás, de olho num orçamento anual de R$ 8 bilhões de uma máquina com 22 secretarias, diversos órgãos, empresas e autarquias vinculados ao Executivo e com quase 100 mil servidores.

Presidente da Federação das Indústrias (Fiemt), Mendes se mostrou audacioso ao se distanciar do grupo do governador Blairo Maggi, quando deixou o PR e se filiou no PSB. Tenta sua inserção na vida pública de forma independente e com discurso moderno. Ele se empolgou com a tese de que sua candidatura levaria Mato Grosso a ter dois turnos pela primeira vez numa disputa para governador. Hoje, o cenário aponta polarização entre Wilson, que agrega o DEM e o PTB, e Silval, que assume a cadeira de governador no próximo dia 31 e terá no palanque o PR e o PT.

O problema é que tanto do bloco oposicionista, capitaneado pelo prefeito da Capital e pelo senador Jayme Campos, quanto do governista, liberado por Silval e Maggi, há lideranças descontentes. Esses dissidentes devem procurar projeto alternativo, que seria o nome de Mendes. O PT, por exemplo, preferiu postergar a decisão sobre quem apoiar para o Paiaguás, mesmo com a costura nacional e sinalização do diretório regional, sob Carlos Abicalil, de composição com o peemedebista. A estratégia é esperar para ver se, de fato, Silval vai se firmar na disputa. Como está em aberto, o petismo pode consolidar a aliança com PMDB ou simplesmente fechar com Mendes, que pertence a um partido que integra também a base do governo Lula. O procurador da Fazenda Nacional Mauro César Lara (Psol), que já concorreu e perdeu para prefeito da Capital e para governador, avisou que será candidato de novo. Será mais para marcar posição.

Como representa a Baixada Cuiabana, Mendes sonha com boa votação na região, o que, em tese, tira mais votos do prefeito Wilson, que renuncia ao mandato até 3 de abril para concorrer à sucessão de Maggi. De outro lado, também prejudicaria Silval, pois parte da chamada turma da botina votaria com Mendes. Os dois grupos começam a propagar que o empresário não vai sustentar o projeto majoritário até as convenções de junho. Acham que Mendes não possui estrutura e nem apoio partidário para levar a candidatura até o fim. Mendes, por sua vez, avisa que não recua. Aos poucos, o quadro eleitoral vai se afunilando.





Fonte: RD News

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