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Saúde
Sexta - 26 de Fevereiro de 2010 às 13:43
Por: Patricia Zwipp

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Thyago Andrade/AgNews
Atriz Drica Moraes está com mieloide aguda
Atriz Drica Moraes está com mieloide aguda

Diagnosticada neste mês com leucemia, a atriz Drica Moraes segue internada no Hospital Samaritano, no Rio de Janeiro, e seu estado de saúde é o assunto da vez. Uma das principais dúvidas é se existe possibilidade de cura dessa doença, principalmente sem transplante de medula óssea. Sim, há, dependendo do caso. O jogador de vôlei Giba, por exemplo, teve o problema na infância e, anos depois, encheu de alegria os torcedores da Seleção Brasileira. Quer saber mais detalhes sobre a patologia? Então, vamos lá.

A leucemia é um câncer que atinge células da medula óssea (predominantemente glóbulos brancos, a defesa do corpo), responsável pela produção de sangue. De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (Inca), são estimados 9.580 novos diagnósticos em 2010.

Pode ser aguda ou crônica, dividindo-se em subtipos. Nos adultos jovens, de 18 a 40 anos, predomina a que acometeu a atriz: mieloide aguda. A mieloide crônica, por sua vez, é a mais comum na faixa entre 50 e 60 anos e, a linfoide aguda, nas crianças.

"No caso da leucemia mieloide aguda, há chance média de 50% a 60% de cura. A da linfoide aguda, que atinge crianças, de 80% a 85%", disse o hematologista Rafael Gaiolla, do Hospital das Clínicas da Universidade Estadual Paulista (Unesp)/Botucatu, e do Hospital Amaral Carvalho, de Jaú, São Paulo. Segundo ele, pessoas que passaram por quimioterapia ou radioterapia têm chances mais altas de desenvolver o câncer. "Existem algumas outras causas associadas, como exposição a agentes tóxicos, principalmente benzeno, e à radiação ionizante. Mutação genética é um fator de predisposição e há motivos desconhecidos também."

Sintomas
Os sintomas do tipo agudo tendem a aparecer rapidamente. Alguns são relacionados à anemia, como fraqueza e dificuldade para executar as tarefas do dia a dia. Ainda se pode apresentar baixa resistência, sangramentos decorrentes do número baixo de plaquetas, manchas roxas, febre e perda de peso.

O tipo crônico apresenta indícios normalmente quando a enfermidade se encontra em estágio avançado. O mais comum é o aumento de baço, que pode ou não estar associado à fraqueza e à perda de peso.

O diagnóstico é feito por meio de avaliação física e exames laboratoriais (hemograma, mielograma, biópsia da medula óssea e citometria de fluxo).

Tratamento
A leucemia aguda é tratada com quimioterapia em doses altas. A crônica pede também quimioterapia e, quando o tipo em questão é mieloide crônico, inibidores da tirosina quinase. Os quimioterápicos utilizados atacam até as células sadias, o que resulta na necessidade de transfusões de sangue ao longo do processo. "É praticamente impossível passar pelo tratamento sem transfusão."

Vale lembrar que a possibilidade de cura não está vinculada apenas à realização de um transplante de medula, como muitos acreditam. O procedimento é indicado a alguns casos e tipos.

Doação de medula óssea
Doar medula óssea não traz prejuízos às pessoas saudáveis. Há dois processos para a sua retirada. A punção óssea é realizada com uma agulha especial na região da bacia e pode ocasionar um pouco de dor depois do procedimento, mas é controlada por medicação, segundo o médico. A aférese, que retira sangue por meio de um cateter em uma veia central, não é dolorida.

Se quiser se tornar um doador, não precisa retirá-la na hora. Uma amostra de sangue fica no banco de dados e, quando houver necessidade, será comunicado.

A probabilidade de ser compatível é maior entre irmãos. "No banco de medula do Brasil, a chance é de uma em mais de 250 mil." 





Fonte: Terra

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