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Economia
Sexta - 05 de Fevereiro de 2010 às 03:25
Por: Vívian Lessa

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Com a disparidade nos atuais preços, o consumidor tem a opção de escolher aonde vai abastecer
Com a disparidade nos atuais preços, o consumidor tem a opção de escolher aonde vai abastecer

A diferença nos preços do álcool de gasolina comercializados nos postos de Cuiabá e Várzea Grande chega a 17,39% e 8,5%, respectivamente. Ao abastecer o veículo, o consumidor está encontrando o etanol com valores que variam de R$ 1,61 a R$ 2,89, o litro, dependendo da bandeira do estabelecimento. Já a gasolina está sendo vendida por R$ 2,57 até R$ 2,79. Segundo os empresários do setor, a disparidade na cifra cobrada dos motoristas corresponde unicamente, à concorrência de mercado.

Para o proprietário do posto Metropolitano, Ramed Moussa, a guerra de preços pode causar sérios prejuízos ao segmento. Segundo ele, os empresários que estão praticando preços mais baixos nos dois combustíveis não irão conseguir manter o mesmo valor por muito tempo. Moussa ressalta que a competitividade com postos sem bandeira, deixa os bandeirados em desvantagem. "Aqueles que não têm vínculo com nenhuma distribuidora conseguem articular melhores preços em diversos estabelecimentos".

De acordo com ele, o preço do álcool, por exemplo, já é cotado a R$ 1,60 nas distribuidoras. "O que não justifica um valor praticado abaixo de R$ 1,60 no litro do etanol hidratado".

Segundo o empresário, a tendência é que o preço do álcool chegue a R$ 1,80 nos próximos dias. "Cada semana está subindo um pouco". No caso da gasolina, ele acredita que o preço poderá sofrer redução, já que o governo anunciou nesta semana que diminuiu a cobrança da Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide), de R$ 0,23 para R$ 0,15 o litro, incidente sobre o preço da gasolina. A medida veio após o governo também reduzir, de 25% para 20%, a quantidade de álcool no composto da gasolina.

Mas, o dono do posto 14 Bis, em Várzea Grande, Marcelino de Jesus, diz que a liminar concedida pela Justiça de Mato Grosso, no ano passado, à uma rede de postos de combustível de Cuiabá, limitando em 20% na margem de lucro, deve fazer com que o comércio em geral pratique preços semelhantes. "Isso é para não perder a concorrência".

O superintendente do Sindicato das Indústrias Sucroalcooleiras de Mato Grosso (Sindalcool-MT), Jorge dos Santos prevê que o álcool vai baixar. De acordo com ele, o preço do etanol hidratado deve ter redução nos próximos 20 ou 30 dias. Ele explica que, com a retomada das indústrias, reaquecendo a produção do combustível, haverá uma maior oferta no mercado. Mesmo assim, Santos diz que os preços altos cobrados atualmente nos postos do Estado, provavelmente, é por conta de algumas distribuidoras que não têm o hábito de estocar a produção.

"A maioria das indústrias tem o produto para fornecer aos revendedores com preços em conta". Contrariando os donos de postos, Santos, acredita que o valor cobrado pelo litro do álcool deve ficar entre R$ 1,50 a R$ 1,60 no próximo mês. Conforme o levantamento da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), o preço médio da gasolina sofreu leve redução de 2,5% nas últimas 4 semanas, passando de R$ 2,78 para R$ 2,71 o litro.

No caso do álcool, os dados apontam alta de 4,3%, cujo preço do combustível praticado nos postos do Estado variou de R$ 1,62 para R$ 1,69. Nesta semana, o município de Alta Floresta concentrava a gasolina mais cara de Mato Grosso, com R$ 3,09, o litro. Já o valor mais baixo da gasolina foi encontrado nos postos de Várzea Grande, a R$ 2,66/litro, assim como o álcool que chegou a ser vendido ao preço mínimo de R$ 1,66/litro. O mesmo valor também foi encontrado nos postos de Cuiabá. A capital do Estado, comercializou a gasolina na média de R$ 2,68. No entanto, o preço mais caro foi vendido nas revendedoras de Rondonópolis, a R$ 1,92.





Fonte: A Gazeta

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