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Polícia Brasil
Sexta - 17 de Abril de 2009 às 13:56
Por: Rubens de Souza

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A família de Antônio Pascoal Bertolotto pagou R$ 250 mil pelo resgate do empresário, proprietário da rede de lojas de material de construção Todimo. O dinheiro foi entregue aos seqüestradores no Estado do Pará. As negociações conduzidas por um membro da própria família, sem auxílio da Polícia. Inicialmente, os bandidos queriam R$ 10 milhões. As informações foram dadas nesta sexta-feira pelo delegado Luciano Inácio, da Gerência de Repressão a Seqüestro e Investigações Especiais da Polícia Civil. Bertolotto, mais conhecido como “Toninho da Todimo”, foi libertado 24 horas depois do dinheiro ser entregue aos seqüestradores num trevo na entrada da cidade de Belém (PA).

O empresário ficou 17 dias em poder dos seqüestradores. Não há pistas sobre os bandidos e também não se sabe ainda o local em que Toninho ficou encarcerado nesse período. “Estamos começando as investigações do zero” – disse o delegado. Da primeira conversa que manteve com o empresário, Inácio recebeu a informação de que a quadrilha seria composta por aproximadamente seis pessoas. Acredita-se que parte do grupo seja proveniente de outro estado, que se associou com criminosos locais para fazer o seqüestro.

Toninho foi seqüestrado quando saia de sua residência, no bairro Jardim das Américas, próximo ao shopping. Ele disse ao delegado que passou quase todo o tempo vendado – o que dificulta a identificação do local onde ficou em cativeiro. A venda era retirada apenas para escrever alguns bilhetes à família, que foram usados no sistema de negociação do resgate. O delegado confirmou que o empresário está debilitado, mas, de maneira geral, em bom estado clínico. Ele teria andado quatro quilômetros até chegar ao centro de Várzea Grande. Calcula-se que tenha deixado o cativeiro por volta das 3 horas. Toninho chegou em casa às 5 horas. Ou seja, em nenhum momento deixou a Grande Cuiabá.

Luciano Inácio destacou que, em função da forma como foi tratado, Toninho Bertolotto não pode dar mais informações sobre os seqüestradores. Ele informou que, a princípio, apenas um homem, entre os seis supostos envolvidos, teria sido visto no momento do seqüestro. Ele também destacou que o empresário ficou quase todo o tempo vendado e amarrado. Percebeu-se ainda que havia muita tensão por parte dos seqüestradores. “Eles ligavam dia sim, dia não para discutir o andamento do pagamento do resgate” – frisou.

Apesar da pressa para resolver a situação, pela forma como agiram, de acordo com o delegado, os seqüestradores são profissionais e a Polícia terá que fazer todo o empenho possível para prendê-los. “Sob pena deles fazerem um novo seqüestro, já que dispõe de dinheiro” – explicou. O dinheiro, deixado em um veículo num trevo na entrada da Capital do Pará, por exigência dos seqüestradores, foi em nota não seqüencial.

Segundo as informações prestada por sua assessoria de imprensa, as primeiras providências tomadas pelos familiares foi avisar a Polícia Civil que o seqüestro havia acabado e chamar um médico da família para realizar exames preliminares no empresário. Foi constatado que a pressão arterial estava boa e os batimentos cardíacos também. Ele se encontra descansando em Cuiabá, no apartamento no bairro Jardim das Américas.





Fonte: 24 Horas News

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