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Agronegócios
Sexta - 26 de Outubro de 2007 às 07:25
Por: Marcondes Maciel

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As chuvas que têm sido registradas nos últimos dias em Mato Grosso deslancharam o plantio de soja nas principais regiões produtoras. Mas, apesar da ‘corrida’, o plantio está atrasado e as safrinhas de milho e algodão poderão ser prejudicadas, alertam os produtores mato-grossenses.

Nas regiões de Lucas do Rio Verde, Nova Mutum, Sorriso, Santa Rita do Trivelato e Tapurah, localizadas ao médio norte de Mato Grosso, a estimativa é de que tenham sido plantadas até agora apenas 50% da área prevista. No ano passado, nesta mesma época, 80% da área já haviam sido cultivadas.

Com uma área de 33 mil hectares reservadas para o plantio de soja nos municípios de Lucas, Sorriso, Trivelato, Tapurah, Ipiranga do Norte e Novo Mundo, o sojicultor Orcival Guimarães deslanchou esta semana o plantio nas suas propriedades.

“Plantamos até agora 60% da área, mas esta não é a média das lavouras da região, já que as chuvas ainda não estão uniformes e o plantio está acontecendo de uma forma muito lenta”, relata o produtor. Segundo ele, “a noite passada choveu bem e o tempo está sinalizando condições para plantio”. A estimativa de Orcival Guimarães é concluir o plantio da soja em suas propriedades até o dia 10 de novembro. Ele acredita que este ano o plantio vai até o dia 30 de novembro, prevendo redução nas safrinhas de milho e algodão por causa da estiagem prolongada registrada nos meses de setembro e outubro.

O produtor Egídio Vuadem também acredita que as safrinhas de milho e algodão podem registrar quebra no Estado na safra 07/08. “Esta noite choveu mais, mas as chuvas ainda são esparsas e não cobrem todas as lavouras uniformemente. É a primeira vez que vejo as lavouras da nossa região em um estágio de plantio tão atrasado”. Segundo ele, o normal nesta época do ano “seria estarmos com pelo menos 80% da área plantada”.

Vuadem preparou 1,35 mil hectares para soja este ano, mas até agora plantou 850 hectares. “Tem produtor que plantou muito pouco até agora”, conta. “Temos este ano um atraso de mais de 20 dias. Isso é muito significativo para a nossa região, onde o produtor faz duas safras. O problema é que não temos como recuperar este atraso. Pode haver queda na produtividade, poderemos ter problemas até mesmo com a produção de ração para projetos de suinocultura e avicultura”.

RISCO - De acordo com o agrônomo Alcione Nicoletti, que presta assistência à produtores da região de Lucas do Rio Verde, com pouca umidade a planta fica sujeita a uma menor produtividade, causada principalmente pelo aumento de pragas, como a lagarta rosca, cupins e lagarta elasmo.

Segundo o agrônomo, os maiores índices de produtividade para a soja em Mato Grosso estão concentrados em plantio feitos no período de cinco de outubro a cinco de novembro. “Esse é o período de maior potencial produtivo da soja. Saindo deste período, o produtor pode ter prejuízos, principalmente com a queda de produtividade”, observa o agrônomo.





Fonte: Diário de Cuiabá

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