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Agronegócios
Terça - 02 de Janeiro de 2007 às 15:10

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As exportações totais do agronegócio brasileiro praticamente duplicaram neste ano em relação a 2002, quando somaram US$ 24,8 bilhões, e o governo federal prevê que o setor responderá por mais de 90% do saldo comercial brasileiro neste ano, estimado em US$ 44 bilhões. Segundo o ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Luís Carlos Guedes Pinto, o superávit do setor deverá ser de US$ 42,5 bilhões, resultado de exportações de US$ 49 bilhões contra importações de US$ 6,5 bilhões. A agricultura nacional está começando a se recuperar da crise enfrentada nas últimas duas safras.

Segundo o ministro, o setor de carnes teve importante contribuição nesse crescimento. As vendas externas do produto totalizaram, em 2001, US$ 1,9 bilhão. Nos últimos 12 meses, alcançaram US$ 8,6 bilhões, ou seja, mais do que quadruplicaram nesses cinco anos, diz o ministro. Hoje, o Brasil é o maior exportador mundial da carne bovina, e a previsão é de que os embarques ultrapassem US$ 3,6 bilhões em 2006.

O cenário é mais favorável à agricultura no próximo ano. Há um claro processo de recuperação do setor. Os últimos números da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) mostram que a safra de grãos 2006/07, por exemplo, será ligeiramente superior à passada, devendo alcançar 120,2 milhões de toneladas, afirma Guedes. Ele prevê uma melhora na renda do produtor, graças à redução dos custos de produção e à recuperação dos preços das commodities, como soja, milho, café, açúcar, álcool e suco de laranja.

As ações do governo federal tiveram contribuição importante na recuperação do setor. Só para renegociação das dívidas rurais, o montante autorizado foi de R$ 20 bilhões. O ministro lembra que o governo destinou outros R$ 3,24 bilhões para apoiar a comercialização, permitindo o financiamento e compra de 22 milhões de toneladas de grãos por meio dos instrumentos da política agrícola.

Política agrícola

O Ministério da Agricultura está preocupado em construir um novo modelo de política agrícola. A proposta esboçada até o momento, segundo o ministro, prevê medidas que busquem a redução da oscilação da renda do setor agropecuário. Precisamos dispor de instrumentos anticíclicos. Para tanto, devemos expandir o seguro agrícola e as operações no mercado de futuros, ressalta.

Ao fazer o balanço das atividades de 2006, o ministro relacionou as prioridades da pasta para 2007: defesa sanitária (programas de sanidade e de alimento seguro), recursos para pesquisa agropecuária, reforço do diálogo com a sociedade por meio das Câmaras Setoriais e Temáticas (hoje são 30 câmaras), associativismo e cooperativismo, negociações internacionais, agroenergia e investimento na qualificação dos servidores do Ministério da Agricultura.

Os dados divulgados pelo governo prevêem ainda um aumento de 237% na exportação de etanol e a conquista de parcela maior no mercado mundial pela soja, açúcar e carnes nos próximos 10 anos. O país pode superar os Estados Unidos na produção e na exportação de soja em 2016 e a lavoura pode representar 34% do mercado mundial, contra 30% dos EUA.





Fonte: Olhar Direto

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