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Polícia Brasil
Sexta - 26 de Maio de 2006 às 07:16

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Um empresário, proprietário de um supermercado localizado na avenida General Melo, foi indiciado pelo crime de furto de energia. O indiciamento ocorreu ontem de manhã, na Delegacia do Complexo do Verdão, após técnicos da empresa Rede Cemat desconfiarem do supermercado, que apresentava uma queda de dois terços no consumo de energia. O fato começou a ser observado desde o início do ano e chamou a atenção dos técnicos que fazem a mediação. A empresa então solicitou uma perícia no relógio e foi comprovada a adulteração no aparelho.

Segundo o delegado Douglas Turíbio, a Rede Cemat informou que houve uma queda substancial no consumo, mas o estabelecimento comercial continuava funcionando normalmente. “A empresa não forneceu o valor do prejuízo, mas garantiu que estava sendo registrado somente um terço do total do consumo”, informou.

O delegado explicou não ser possível a prisão em flagrante do empresário, mesmo com a constatação do furto através de um laudo oficial. “O esquema (de furto) é montado entre o poste e o prédio. Não é possível saber quem fez a adulteração no equipamento que resultou no furto de energia. Por isso, estamos indiciando o empresário”, esclareceu.

Turíbio lembrou que o furto de energia, que aparece principalmente nas ligações clandestinas conhecidas como gambiarras, é mais comum em residências, principalmente em bairros com pouca estrutura. Nessas regiões há poucos postes e as ligações clandestinas são realizadas sem qualquer critério. “Temos poucos casos desse tipo de crime em grandes empresas. A maior parte envolve pequenos consumidores”, afirmou.

Há três anos, a Rede Cemat descobriu que um funcionário de uma empresa que prestava serviço de instalação elétrica fez algumas ligações por conta própria, impedindo que o consumo fosse registrado. O crime foi descoberto e os envolvidos tiveram que pagar o furto de energia com valores atualizados. O delegado informou que o crime de energia elétrica é previsto no artigo 155, considerado de pouco poder ofensivo.





Fonte: Diarío de Cuiabá

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