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Repórter News - reporternews.com.br
Cidades/Geral
Sábado - 13 de Maio de 2006 às 17:05

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VIENA - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva "lamentou" as mortes ocorridas em São Paulo em função dos ataques do PCC a delegacias de polícias e nas rebeliões no Estado. “Eu lamento pelas vítimas e pelos familiares. Mas é o resultado de um País que, durante a metade do século XX, foi governado entendendo que investimento em educação era gasto, que investimento em saúde era gasto, que investimento em política social era gasto e o resultado é gasto em bandido”, declarou Lula, ressaltando que “dinheiro em educação é o maior investimento que uma nação pode fazer para se desenvolver e o resto é conversa fiada porque com educação, vai ter desenvolvimento, vai ter emprego”.

O presidente evitou, no entanto, culpar o ex-governador de São Paulo Geraldo Alckmin, candidato do PSDB ao Planalto e seu principal adversário na campanha para a Presidência, pela atual crise de violência no estado hoje.

Ao ser questionado se esse problema em São Paulo era resultado da política de segurança pública do governo Alckmin, Lula respondeu: “não estou nominando ninguém. Não vou nominar. É uma cultura brasileira de confundir investimento em educação com gasto, de investimento em política social com gasto. De vez em quando se cria a seguinte coisa: a gente precisa criar um choque de gestão. E choque de gestão significa cortar gasto, significa mandar gente embora e eu prefiro utilizar um choque de inclusão”.

Lula, que não admite ainda que está em campanha para a reeleição, ressaltou ainda que é preciso investir no povo brasileiro. “Essa é a chave da questão, investir nas pessoas, dar comida, dar escola, porque aí as pessoas vão se transformar em pessoas sadias, independentes e saudáveis, e não vão precisar roubar, e não vão precisar matar, não vão precisar fazer isso”, desabafou ele, reiterando que estes ataques do PCC estão acontecendo porque “não investiram em educação quando precisava".

E insistiu: “o problema da violência no Brasil é que durante 50 anos, quando se falava em investimento em educação, se falava em gasto e aí colocava o dinheiro da educação como para qualquer outra coisa. Na hora que você não investe em uma escola, você vai ter de investir depois em uma cadeia. É só vocês analisarem quanto custa um jovem na Febem e um jovem na escola”.

Educação não é gasto Questionado se concordada com o secretário-geral da ONU, Kofi Annan, de que a geração de emprego pode ajudar a diminuir a violência, o presidente Lula passou a comentar e fazer um balanço dos feitos na área de educação. “É que nós no Brasil, em quatro anos, estamos fazendo quatro universidades federais novas, fazendo 42 extensões, estamos transformando seis faculdades em universidades, fazendo 32 escolas técnicas e aumentamos de 8 para 9 anos a permanência de crianças nas escolas”, disse Lula, ao justificar porque agiu desta forma.

“Fizemos isso porque eu proibi no governo falar que dinheiro em educação é gasto. Dinheiro em educação é o maior investimento que uma nação pode fazer para se desenvolver. O resto é conversa fiada. Com educação, vai ter desenvolvimento, vai ter emprego”.

Lula completou ressaltando que, “como não fizeram isso antes, e agora vocês vejam quanto custa um preso e quanto custa um jovem na universidade, quanto custa o adolescente na Febem, quanto custa o adolescente na escola técnica, quanto custa uma criança na escola, e quanto custa um bandido no Brasil”.





Fonte: Agência Estado

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