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Cidades/Geral
Segunda - 12 de Dezembro de 2005 às 16:25
Por: José Ribamar Trindade

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Quatro pessoas foram assassinadas no final de semana na Grande Cuiabá. A violência urbana atinge, principalmente jovens com menor de 25 anos, e até garotos, que matam e também são assassinados. A prova está na violência do final de semana.

Uma das vítimas foi um garoto de apenas 15 anos, executado a pedradas. Em outro crime de execução, o autor foi um menor, também de 15 anos, que matou um homem com cinco tiros, dois deles na cabeça

GUERRA URBANA

Na noite de sábado (10), mataram o jovem Rafael Júnior Nunes Rondon, de 18 anos, assassinado com um tiro na cabeça no Jardim Tarumã, em Várzea Grande. Testemunhas contaram à Polícia que os matadores fazem parte de uma gangue do Jardim dos Ipês, na mesma região.

Revoltada com o crime e coma violência, a família de Rafael disse que vai lutar para que o caso seja investigado com rigor. Rafael, segundo ainda seus parentes, não possuía passagens pela Polícia e era um jovem estudioso e trabalhador. A violência continuou por volta das duas horas da madrugada de domingo (11), no bairro Pedregal, em Cuiabá. O jovem Antenor Soares de Melo, de 22 anos, foi atingido com três facadas.

Soares, no entanto, ainda chegou a ser levado com vida para o Pronto-Socorro Municipal de Cuiabá (PSMC), mas não resistiu e morreu por volta das 20 horas de ontem. A Polícia ainda não tem pistas dos matadores.

EXECUÇÃO

A Polícia registrou mais uma execução sumária. Um garoto de apenas 15 anos, atirou cinco vezes e matou o braçal Marcelo Fernandes Samuel, de 28 anos, que levou dois tiros na cabeça e três pelos braços e peito, morrendo na hora.

O crime aconteceu por volta das 2 horas da madrugada de sábado (11), no bairro Primeiro de Março, região da Grande Morada da Serra, na periferia de Cuiabá. A vítima teria esbofeteado o menor antes de sair do Bar Tropical, onde todos estavam bebendo cerveja, inclusive o garoto.

O assassino estava em companhia de Orisvaldo Rodrigues da Cruz, 23. Os dois saíram do mesmo bar após uma discussão fútil com o braçal, que também estaria armado com um revólver calibre 38.

O adolescente e Orisvaldo saíram, mas voltaram logo em seguida. Marcelo foi morto quando deixava o bar e tentava subir na moto dele, quando levou cinco tiros disparados a queima-roupa.

Orisvaldo e o adolescente foram presos logo em seguida pela Polícia Militar. Os dois foram autuados nem flagrante na Central de Flagrantes da Delegacia Metropolitana por crime de homicídio qualificado.

Para justificar a violência, o menor alegou que deixou o local e foi buscar a arma que estava escondida ao lado de um campo de futebol, próximo ao bar. Testemunhas, no entanto, contaram à Polícia, que a arma era de Orisvaldo, que deu para o menor matar Marcelo.

PEDRADAS

A pessoa encontrada morta no final da manhã de hoje é um garoto de mais ou menos 15 anos. O desconhecido, segundo a Polícia, foi morto a pedradas. Tantas, que o rosto da vítima ficou totalmente deformado. O menor foi mais um espancado até a morte em Cuiabá. Somente neste ano mais de 20 pessoas foram assassinadas em situação semelhante: tortura, pauladas e pedradas.

Investigadores da Delegacia de Homicídios e Proteção a Pessoa (DHPP), chefiados pelo delegado Vaíte Eugênio de Oliveira, foram ao local para fazer a liberação do cadáver e iniciaram as investigações.

Tudo que a Polícia sabe até o momento, no entanto, é que os vizinhos do local ouviram gritos com pedidos de socorro por volta das 5 horas da manhã de hoje, momento em que o garoto estava sendo sacrificado a pedradas.

A vítima, segundo o delegado Vaíte, é um garoto de cor escura - moreno claro -, estatura baixa: mais ou menos um metro e meio de altura e magro. O desconhecido trajava uma camiseta vermelha, um shorte preto e branco e calçava sandálias de borracha de cor preta.

A vítima não portava nenhum tipo de documento e o corpo foi removido para o Instituto Médico Legal (IML), como Não Identificada (NI). “Não será possível identificar a vítima pelo rosto, totalmente destruído pela violência”, disse o investigador Gedaias, de plantão na DHPP, que também esteve no local.





Fonte: Redação 24HorasNews

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