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Quarta - 06 de Abril de 2005 às 07:21
Por: Patrícia Neves

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A queda do helicóptero da Polícia Militar, Águia Uno, matou três pessoas ontem de madrugada, a cerca de 70 quilômetros de Cuiabá, às margens da BR-364. Quatro tripulantes estavam na aeronave. Três morreram: o 1º tenente Rodrigo Ribeiro, 25, o sargento Joel Pereira Machado, 29, e o soldado Júlio Márcio Jesus, 27. O único sobrevivente, Henrique Corrêa Silva Santos, 27, era o capitão da aeronave que já tinha 8 anos de uso. As causas do acidente ainda são desconhecidas, entretanto especula-se que uma falha mecânica tenha sido responsável pela queda. Forte nevoeiro encobriu toda a região na noite anterior ao acidente.

Apesar de ferido, o capitão Henrique conseguiu, por celular, avisar à Polícia Militar do paradeiro dos destroços da aeronave que caiu em um pasto da fazenda Porteira Velha.

O helicóptero deixou o hangar do Grupamento Aéreo (Graer) por volta das 19h15 e seguia para a Serra de São Vicente (80 km de Cuiabá ), na BR-364, para fazer o translado de duas pessoas que estavam muito feridas por terem ficado presas às ferragens dos veículos. Entretanto, não chegou ao local para prestar socorro. Quem fez o último contato com a base do Graer foi o sargento Machado, que pediu a localização exata do acidente. "Estava muito dificil entender o que ele falava. Eu confirmei o local e ele ainda tentou falar mais alguma coisa, mas não deu para entender o que era. Depois não pudemos falar mais", contou o soldado Daicil Pereira, 29.

As buscas à aeronave tiveram início por volta das 23h, de acordo com o comandante regional de Cuiabá, coronel Antônio Benedito Campos Filho. Ele explicou que sempre que a aeronave se desloca estima-se um tempo de vôo, atendimento e retorno à base. "Como não houve retorno e contato determinamos as buscas terrestres, já que as condições de visibilidade no momento eram péssimas. Durante toda a noite vivemos essa agonia". Pela manhã, o comandante geral da PM, coronel Leovaldo Salles, acompanhou parte dos trabalhos de remoção dos corpos. Ele lamentou a tragédia e frisou que as vítimas morreram bravamente, tentando salvar outras vidas.

Socorro - O resgate do capitão Henrique foi realizado por volta das 6h da manhã. Ele foi transportado em um helicóptero particular para o centro de Cuiabá e, de lá, para o Hospital Jardim Cuiabá. Extremamente abalado, conforme o coronel Salles, não conseguiu explicar o que havia acontecido. Entretanto, segundo informações dos policiais do resgate, o capitão disse que conseguiu se soltar da nave, antes do impacto no solo.

De madrugada, após sair dos destroços da aeronave, o capitão caminhou pelo mato por cerca de 1 quilômetro até conseguir telefonar. Muito abalado, não conseguia explicar com exatidão o local onde estava. "Chegou a dizer que estava na estrada de Cáceres, mas como sabíamos a região acabamos por encontrá-lo", explicou Campos Filho.




Fonte: A Gazeta

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