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Agronegócios
Sexta - 29 de Maio de 2015 às 14:23

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Para Ceres, biomassa de sorgo pode gerar receita adicional na produção de eletricidade, que cresceu 34% nas usinas e as recolocou no radar de investidores internacionais.


Patrocinadora e um dos destaques do evento do Instituto Agronômico, que começa nesta quarta-feira, empresa fará apresentação da cultura em um campo experimental

A Ceres Sementes apresenta no dia 28 deste mês, em Ribeirão Preto, um panorama das culturas energéticas de sorgo de alta biomassa e sorgo sacarino no Brasil. A empresa figura entre os patrocinadores do IX Workshop Agroenergia, que o IAC – Instituto Agronômico promoverá na cidade nos dias 27 e 28. O encontro debaterá tecnologias e estudos em desenvolvimento voltados à produção de bioenergia e biocombustíveis.

Em sua participação no evento, a Ceres enfatizará o potencial de sua linha de produtos de sorgo de alta biomassa Blade®, uma cultura alternativa para usinas e indústrias que demandam matérias-primas para cogeração de energia elétrica. A empresa também abordará o potencial de híbridos de sorgo sacarino, voltado à produção de etanol e cogeração a partir do bagaço dessa planta.

De acordo com a Ceres Sementes, o sorgo de alta biomassa tornou-se uma alternativa altamente atrativa ante a redução dos volumes de biomassa verificada nas usinas desde o mês de abril último, quando os estoques de matérias-primas para cogeração tiveram drástica redução.

“O sorgo de alta biomassa se apresenta como uma excelente opção às empresas que pretendem ampliar sua cogeração. A cultura está sendo colhida agora, quando o mercado de bioeletricidade atravessa um período de baixa oferta de biomassas alternativas”, enfatiza Ricardo Reis, coordenador de marketing da Ceres.

Segundo dados da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), no primeiro trimestre deste ano foram exportados ao sistema 1,347 GW/h de energia de biomassa, uma alta de 34% em relação ao mesmo período de 2014. Para especialistas do setor sucroenergético, o mercado de bioeletricidade é hoje seguramente o mais atrativo para as usinas, frente à volatilidade do açúcar e do etanol.

Graças ao potencial do mercado de energia gerada pela biomassa, nas últimas semanas as usinas sucroenergéticas que detêm essa tecnologia voltaram ao radar de fundos e investidores internacionais. A cogeração tem sido apontada ainda como a única área de negócios capaz de trazer lucros às usinas no longo prazo.

Perspectivas promissoras – O engenheiro agrônomo e gerente de desenvolvimento técnico de mercado da Ceres Sementes, José Geraldo Sousa, palestrante no evento do IAC, assinala que a cultura do sorgo de alta biomassa acumula alto poder calorífico, da ordem de 1.800kcal/kg. Segundo o executivo, essa característica assegura à biomassa da planta a propriedade de complementar a função do bagaço da cana nas caldeiras, “com excelente desempenho”.

Assim como o bagaço da cana-de-açúcar, explica Sousa, o sorgo de alta biomassa também apresenta nas condições normais de campo a taxa de umidade ideal para processamento (50% de umidade). O produto é colhido com o emprego de máquinas forrageiras.

“O sorgo de alta biomassa se consolida a cada safra como uma matéria-prima de alto rendimento e alta produtividade”, ressalta José Geraldo. Outro atrativo da cultura, diz o executivo, está no rápido crescimento das plantas, de 110 dias a 160 dias.

“Sorgo de alta biomassa pode ser utilizado em todos os tipos de caldeiras, considerando características técnicas específicas e pequenos ajustes. Pode ainda ser misturado aos demais tipos de biomassa”, finaliza José Geraldo Sousa.

Resultados dos híbridos - Na safra de sorgo em finalização, a Ceres Sementes introduziu dois novos híbridos de sorgo de alta biomassa: Blade® BD7605 e Blade® BD7607.

Os testes pré-comerciais desses produtos foram realizados na região Centro-Sul do País.

De acordo com o engenheiro agrônomo José Geraldo Sousa, ambos os híbridos registraram à época dos ensaios uma produtividade média situada entre 26 e 34 toneladas/ha, a 50% de umidade. Em determinadas áreas, complementa ele, atingiram até 47 toneladas por hectare.

Sousa revela ainda que na safra passada (2013/14) o custo total de produção desses híbridos ficou entre R$ 65 e R$ 85 por tonelada a 50% de umidade, entregue na Usina (CIF), considerando distância de 20km.

De acordo com o coordenador de marketing, Ricardo Reis, o sorgo de alta biomassa já despertou a atenção de agricultores do entorno de usinas, que “hoje enxergam no produto uma alternativa de negócios, principalmente por dominarem tecnicamente o manejo de cereais. Eles tanto podem vender às usinas a biomassa produzida como terceirizar a condução da cultura nas áreas de reformas de canaviais”, observa Reis.

Durante o evento do IAC, a Ceres Sementes promoverá uma demonstração de campo envolvendo híbridos de sorgo de alta biomassa da marca Blade®. Interessados em participar devem procurar pelos representantes da empresa no local do evento. Mais informações sobre o workshop: http://www.infobibos.com/agroenergia/





Fonte: Ceres Sementes do Brasil -

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