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Sexta - 19 de Maio de 2017 às 11:50
Por: Alexandra Lopes/RD News

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Senador Cidinho Santos em um dos encontros com o presidente Michel Temer
Senador Cidinho Santos em um dos encontros com o presidente Michel Temer

Após divulgação do áudio do encontro entre o empresário Joesley Batista, um dos donos do frigorífico JBS, e o presidente Michel Temer (PMDB), exposto ontem (18), pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Edson Fachin, o senador Cidinho Santos (PR) avalia que as gravações não comprovam nada e que Temer foi gravado na maldade.

“O cara (Joesley) foi com toda maldade para cima, já orientado para tirar dele (Temer) alguma coisa”, disse Cidinho ao .

Nesse sentindo, considera que não é momento de julgar o presidente e ainda considerou que a gravação foi um ato criminoso.

“Depois da divulgação dos áudios nós não temos que condenar e julgar o presidente, devido o cara ter ido gravar ele clandestinamente. Além disso, ficou induzindo por mais 30 de minutos Temer a falar alguma coisa. O presidente muito contido, e ele tentava complementar a fala do presidente, tentando envolver. Um ato criminoso”, avalia.

Sobre a possibilidade de o ministro da Agricultura deixar o cargo a exemplo do ministro das Cidade, Bruno Araújo, e voltar para o Senado, Cidinho desconsidera dizendo que primeiro tem de se pensar no Brasil.

“Quanto a isso estamos tranquilos. Não tenho apego a cadeira e nem o Blairo. A gente conversou ontem na questão de solidariedade com o país e pensar primeiramente no país. Não foi falado nada sobre deixar a vaga”, disse.

Da mesma forma, garante que o PR não vai deixar o governo e se manterá leal. “O PR no primeiro momento foi muito leal, foi muito sereno na primeira posição. E temos a opção de aguardar os fatos. Tem muita coisa para sair hoje e outros personagens desse episódio JBS vão aparecer, muito mais grave do que aconteceu com presidente Temer.”

Ele ainda avalia que não é necessário discutir impeachment por conta da crise financeira que assola o país. “Somos a favor de que Temer fique no cargo. Pela instabilidade do país, é melhor que ele continue”, avaliou.

Entenda

O jornal O Globo nessa quarta (17) publicou reportagem informando que o empresário Joesley Batista, um dos donos da JBS, entregou ao Ministério Público gravação de conversa na qual ele e o presidente da República Michel Temer dialogaram sobre a compra do silêncio do deputado cassado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), preso na Operação Lava Jato, contudo, no áudio, as informações não estão como publicado no jornal. A denúncia também envolve o senador Aécio Neves (PSDB) que aparece na gravação pedindo a ele R$ 2 milhões e fala em matar quem pegaria o dinheiro antes de fazer delação. No áudio, com duração de cerca de 30 minutos, o presidente nacional do PSDB justifica o pedido dizendo que precisava da quantia para pagar sua defesa na Lava Jato.





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